Friday, December 17

Choices... Complicated

Sometimes I think about stop choosing. But accept anything less than what I really want would be unfair to myself. Actually, I just wanted 'the' somebody... but this one I chose haven't chosen me back, and problably the one he chose also didn't choose him, and so on...






I guess I'll have to keep choosing... What a vicious circle... :/

Thursday, December 16



because I know for sure that you're constantly in my mind.

Thursday, December 2



Blair: Im sorry, but I have to be Blair Waldorf before I can be Chuck Bass's girlfriend.

Chuck: I love you

Blair: I love you too.


(pause)


Blair: I don't expect you to wait.

Chuck:
If two people are meant to be together, eventually they will find their way back.

Blair:
Do u really believe that?

Chuck: I do.

Blair: So do I.


(Gossip Girl 4x09)

Tuesday, November 16

For No One

Your day breaks, your mind aches, you find that all her words of kindness linger on, when she no longer needs you.
She wakes up, she makes up. She takes her time and doesn't feel she has to hurry. She no longer needs you!
And in her eyes you see nothing. No sign of love behind the tears cried for no one. A love that should have lasted years.
You want her, you need her, and yet you don't believe her when she says her love is dead. You think she needs you!
And in her eyes you see nothing. No sign of love behind the tears cried for no one. A love that should have lasted years.
You stay home, she goes out. She says that long ago she knew someone, but now he's gone. She doesn't need him.
Your day breaks, your mind aches. There will be times when all the things she said will fill your head. You won't forget her!
And in her eyes you see nothing. No sign of love behind the tears cried for no one. A love that should have lasted years!

(The Beatles)

Wednesday, October 13

Sem título - Bloco de notas

E, de repente, tudo ficou cinza. De novo.

Hoje está um dia lindo, bem do jeito que eu gosto. Céu azul sem nuvens e aquele ventinho pra refrescar. Só que eu vejo tudo cinza. A sensação de vazio está de volta, junto com a agonia de não saber mais nada. Não consigo ver, muito menos prever o futuro, mesmo sabendo que ele está logo ali na minha frente.

É como acordar de um sonho bom e perceber que na vida real não é daquele jeito. E nem será. Porque nos sonhos tudo acontece de acordo com a minha vontade e sei que quando estou acordada não é assim. Mesmo. Então eu começo a aceitar, como sempre. Relembro tudo e chego à conclusões bizarras. Bizarras mesmo.

Uma dessas conclusões é a de que parece que nasci pra sofrer. Certas pessoas nascem com potencial pro sucesso em tudo. Eu não. O máximo que tenho é sorte, e muito raramente. Acredito que alguém quer testar o quanto posso ser forte e fica me testando. Eu sei, eu sei que é exagero. Mas também sei que é preciso passar por coisas ruins para crescer. Só que eu gostaria de saber o motivo dessas coisas ruim. E eu já pensei, pensei e pensei mais de um milhão de vezes e ainda não descobri o tal motivo...

E então vem a preguiça. Ter que passar por tudo de novo para poder ter a chance de recomeçar. E o medo aparece. Como que vou saber se realmente terei essa chance? Tá, eu sei que não saberei. Só que eu sou a pessoa mais ansiosa do mundo e tudo o que não está ao meu alcance e depende das vontades dos outros me preocupa e me tira o sono.

Falando em sono, e as olheiras? Resultado de noites mal dormidas, em que projeto na minha mente cenas impossíveis só pra tentar pegar no sono e não ficar mais remoendo o que já foi. E o que não foi. E o que poderia ter sido.

Sinto que estou paralisada. Vendo o mundo girar, a vida correr e o tempo passar com uma rapidez incrível. Me conformo em ficar no meu cantinho, assistindo a esperança que sempre morou dentro de mim ir embora (ela pode até ser a última a morrer, mas um dia ela morre). E cruzo os braços por não saber mais o que fazer.

E, de repente, tudo fica cinza. De novo. Eu queria mesmo era estar sonhando. Eu queria uma realidade diferente.

Tuesday, September 21

Thursday, September 2

Até quando?

Ela está lá todo dia. É daquelas que maquia bem, suas roupas são impecáveis e seu perfume é inesquecível – apesar de já terem dito que nunca a viram tão bonita quanto naquele sábado que ela passou o dia de pijama e com o cabelo preso. É inteligente, escreve como ninguém, trabalha, estuda, sai com as amigas e ainda arranja tempo para ir na manicure toda semana. Ela adora gastronomia contemporânea e medieval mas não dispensa uma miojo em noites preguiçosas ou um McDonalds depois da balada. Diz as frases certas e sorri quando gostaria de gritar. Adora crianças e cachorros, quer casar, ter filhos e já pensou em como seria usar seu sobrenome. Mas não se preocupe, ela sabe melhor do que ninguém o tempo de cada coisa.



Ela é daquele tipinho, sabe? Que gosta de dançar, gosta de beber, gosta de viver. Sabe quando parar mas não para até ELA desejar. Ela manda na sua própria vida mas deixa você escolher o cardápio do dia. Quando você diz que não gostou da roupa dela, ela lamenta e vai assim mesmo. Sua opinião, suas escolhas, seu jeito – não tente mudar. Sabe fazer lasanha, ponto-cruz e dengo. Alguns dias prefere champagne e música alta, outros prefere pizza e cobertor. Ela é uma surpresa, ela adora surpresas. É o tipo que diz preferir dar presentes do que receber, mas seu coração sempre se derrete com aquele laço vermelho na sacola da sua loja predileta. Adora jóias mas dá um imenso valor pra aquela flor que você fez com o guardanapo do restaurante ou aquela rosa que você comprou do tiozinho enquanto ela ia ao banheiro.

Todo mundo nota que ela é especial. Ele não nota, ele nunca notou. Ela sempre esteve lá. Mas até quando?

(http://verdadefeminina.wordpress.com/)

Tuesday, August 24

"I've done a lot of thinking lately...


...The thinking that only occurs when you're pressed between bedsheets and the clock is staring back at you in bright red 3am's and your mind is playing a constant loop of memories you'd rather forget.

Let's face it: My love life is pretty much a giant shit show. I've had my heart ripped out of my chest one too many times at the young age of 19. It's a mix of youthful idealism and hope and a desperate desire to believe in someone against all odds. It's the lure of breathing in a familiar smell while tucked in the arms of someone you've silently loved for years, even though better judgment says he'll hurt you again.

I know that life is not a romantic comedy, but I guess I've still kind of fallen into the idea that maybe sometimes things are meant to be. I've learned a few things though. I constantly see couples breaking up, talking shit and then getting back together - an ebb and flow that they come to accept as normal. I guess on a grand scale I'm guilty of this, but recent events have taught me a very important lesson: the person who is really great for you, the person who brings out the best in you, your partner in crime? That person is not going to second guess your relationship until it's lost all meaning. That person is not going to rip your heart out of your chest even one time, and he certainly won't do it twice. And that person shouldn't make you an option, because in love you deserve to be a priority.

I might still fall silent when I stumble across old pictures. I might stay up until early morning hours to avoid thinking myself to death while trying to fall asleep. And, yeah, I might still ache to hear a confession of remorse.

But I'm not going to waste my time on someone who isn't great for me. Settling for familiarity is bullshit. As hard as it is, I'm going to move on. One day, I'll find someone capable of keeping my heart safe when I hand over the key and say, "Hey, don't fuck this up."

Always,
Jessie"

(Le Love)

Sunday, August 15

O acaso do acaso

Ele acordou no horário. Às 7 da manhã seu despertador tocou, como sempre, e ele acordou. Pensou no enorme sentimento de solidão em que se encontrava. Aquilo realmente o incomodava todas as manhãs. Mas também pensou que não adiantava ficar pensando naquilo, e iniciou sua rotina matinal: Lavou o rosto, escovou os dentes, enfim, fez todas essas coisas que todos fazem pela manhã. Tomou café-da-manhã com café, um sanduíche e uma fatia de bolo. Depois tomou um banho e se arrumou. Finalmente estava pronto para a aula.
Seu professor do primeiro período era um chato, irritado como se não tivesse mulher. Por isso, para não se atrasar nem um minuto e entrar na aula as oito em ponto, ele tinha calculado o tempo exato que demorava para se arrumar e comer, além do percurso de ônibus da parada principal, que era perto de sua casa, até a parada final, obviamente onde era sua aula.
Era rotina. Como previsto, às 7h20 ele entrou no ônibus. Isso também era rotina. Pegando esse ônibus ele corria menos riscos de se atrasar, além de poder viajar sentado. Sentou na frente, em um banco dos idosos. E passou a pensar, novamente, no enorme sentimento de solidão em que se encontrava. Apesar de o ônibus estar lotado. Rotina.
Agora eram 7h35. O ônibus parava em outra parada qualquer e aquela que seria a mulher da sua vida se aproximava.
_______________

Ela acordou atrasada, como sempre. Às 7h20, deu um pulo da cama, pois seu relógio biológico sabia que algo estava errado. Ficou com de si mesma, pois mais uma vez desligou o despertador ao invés de ativar a função soneca.
Mal jogou uma água no rosto, mal escovou os dentes, mal fez todas as coisas que todos fazem pela manhã. Foi para a cozinha tomar um rápido copo de leite com chocolate. Enquanto tomava o leite, pensou no enorme sentimento de solidão em que se encontrava. Aquilo realmente a incomodava todas as manhãs, mesmo quando estava atrasada. Então saiu correndo para pegar o primeiro ônibus que fosse em direção à faculdade.
Normalmente ela entraria no ônibus que passa ao lado de sua casa, às 7h20. Normalmente ela não tinha tanta pressa. Normalmente ela não saia correndo eufórica atrás do primeiro ônibus que passasse, mas dessa vez ela tinha prova e não poderia se atrasar. Chegou na parada 7h30 e perdeu o ônibus que passava. Já que tinha que esperar pelo próximo, andou até outra parada, pensando, novamente, no enorme sentimento de solidão em que se encontrava.
Agora eram 7h35. A porta do ônibus abriu-se à sua frente e ela se aproximava daquele que seria o homem da sua vida.
_______________

E se ela não tivesse desligado o despertador?
E se ela não tivesse prova?
E se ela não tivesse perdido o ônibus das 7h30?
E se ela não tivesse caminhado até a outra parada?
E se o professor dele não fosse chato em relação aos atrasos dos alunos?
_______________

Só havia um único banco vazio em todo o ônibus. Era vermelho e não havia nenhum idoso. Faltou pouco, muito pouco para ela sentar lá. Ele até encolheu suas pernas ao notar alguém se aproximando, mas a cidadania dela falou mais alto e ela desistiu. Deu um sorrisinho de agradecimento ao menino que recolheu as pernas e parou na direção contrária. Ficou em pé, perto da roleta, pois desceria antes do ponto final.
Ele tentou retribuir o sorriso, mas ela já estava de costas. Desistiu e voltou a esticar as pernas. Ela foi pro fundo do ônibus. Ele cochilou.
_______________

Ainda bem que, por um acaso, o professor dele descobriu que sua mulher dormia com seu amigo e teve um treco.
Ainda bem que, por um acaso, sobrou para ele levar o professor no ambulatório da faculdade.
Ainda bem que, por um acaso, esse ambulatório era do lado da sala de aula dela.
Ainda bem que, por um acaso, o professor dela se atrasou.
Ainda bem que, por um acaso, ela ficou na frente da sala estudando para a prova.
Ainda bem que, por um acaso, eles se olharam e se reconheceram.

Friday, July 30

Buscando sentido

Está frio. Talvez o tempo não esteja tão frio quanto o frio que eu estou sentindo. Mas está frio. Aqui é gelado. Tem um edredon e três cobertores sobre meu corpo, mas tudo que eu sinto é o vento gelado que passa na direção do meu rosto. Sempre durmo sentindo o gelado no rosto. Sempre.

Tudo é sempre igual por aqui. As conversas se repetem, os sons se repetem, os cheiros se repetem, as ações se repetem, as pessoas se repetem, os sentimentos se repetem. As cores, as coisas, a comida, os livros, as ideias. Tudo é sempre severamente igual. O mesmo marasmo da vida de todo dia.

Estranho pensar que tudo isso que sempre pareceu certo, natural, de repente não faz mais o menor sentido. É como se alguém batesse na porta, pegasse o roteiro antigo e entregasse outro. Seguirei outro roteiro agora. Procurarei o quente. Até não fazer mais sentido.

Ou talvez eu jogue o roteiro fora. E procure algo diferente. Algo que não faça sentido nenhum. Nunca.

Thursday, June 24

CAMPANHA: Adote um Troll

Mais informações no vídeo abaixo:



Faça a sua parte. Eu já fiz a minha! (e muito provavelmente o meu querido Troll carente virá aqui usando o nome "Anônimo"(porque ele é muito fiel) e irá comentar falando alguma idiotice. Ou então ele irá no meu formspring fazer perguntar idiotas.)

Os Trolls precisam de carinho e atenção, adote já o seu!

Um beijo pro meu Troll querido. :)

Wednesday, June 2

"Love is something wonderful, so they say...

And I've trusted them, until right now.

How come I haven't experienced what everyone's talking about? "It comes when it comes," my very-much-in-love-friend said with a smile. "I didn't search for it, it came to me." She flashed another smile. Those two sentences felt like a knife through my chest. So, I'm just supposed to wait? I don't want to wait no more. I've been waiting and searching for almost 19 long years. I want to be able to feel, touch and taste the "love" that is supposed to be out there. Because love, that is what I've answered when people ask what I think life is all about. But now I don't know anymore. Because I can't keep hoping, waiting and praying for it to appear forever. Because then I will die without having to experience life, since the whole meaning with life is just that- love. It hurts for me to realise that love is all around me but somehow I'm not even allowed to have a tiny, small piece.

Should I give up on love, or die trying?" (Le Love)

Tuesday, June 1

http://www.youtube.com/watch?v=D2-x9GzURu8

Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem.
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem.
Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual...
Tenho vivido um dia por semana. Acaba a grana, mês ainda tem.
Sem passado nem futuro, eu vivo um dia de cada vez.
Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Se eu soubesse antes o que sei agora, iria embora antes do final...
Surfando karmas e DNA... Eu não quero ter o que eu não tenho. Não tenho medo de errar!
Surfando karmas e DNA... Não quero ser o que eu não sou. Eu não sou maior que o mar...
Na falta do que fazer, inventei a minha liberdade!

(Humberto Gessinger)

Monday, May 31

"Isn't it ironic? Don't you think?"

A festa não estava boa, apesar de todos os planos que a gente tinha feito. A música também não nos fez melhorar o humor. No lugar onde a gente estava, foi difícil encontrar algum garoto que se destacasse. Esse tem cara de velho, aquele está bêbado demais, o outro é feio demais, aquele fuma feito uma chaminé... Aquele ali... OPA! OPA! VOLTA! Aquele ali é perfeito. Até que enfim uma pessoa decente naquela festa!

Ele preenchia todos os padrões, tinha todas as características do "meu homem ideal". Mas quem era aquele garoto que eu nunca tinha visto antes? Amigo da amiga do melhor amigo da prima de uma colega minha. Xiiiiii... Hum... Mas como que eu vou falar com ele, se nem conhecido ele é?

Quatro horas da manhã. A festa estava tão ruim e eu tinha bebido tanto que já estava morrendo de sono. E ele continuava ali, fora de alcance. Tão perto e tão longe. De repente ele foi ao bar comprar uma cerveja e parou do meu lado. Na hora, eu agradeci a Deus ou a qualquer força superior, porque havia um interesse totalmente não correspondido dele para com a minha pessoa até aquele momento. Isso, ainda bem que eu tive a idéia brilhante de não arrastar o pé do bar!

Eu sorri. E devo ter ficado vermelha... rosa... roxa! Porque geralmente a vergonha toma conta de mim. Tá, mas e agora? O que eu falo? Nem precisei pensar muito. Um segundo depois ele me olhou e disse: “Oi” e então a gente engatou uma conversa. Conversamos sobre tudo. Desde faculdade até cor preferida. E era impressionante, ele era a minha versão masculina...

“-Eu odeio cigarro." “-Eu também!”
"-Eu acredito em horóscopo" “-Eu também. Acredito muito.”
"-Odeio ter que ver casais felizes quando eu estou sozinho" “-Eu também!”
“-Eu adoro filmes de comédia romântica.” “-Eu também!”
“-Minha cor preferida é verde” “-A minha tambééééééééém.”
“-Eu adoro Inglês e sou fluente” “-EU TAMBÉM! Meu Deus! Meu Deeeeeus! Ele é perfeito!”

Onde é que ele estava escondido a minha vida toda que até agora eu não tinha achado? Ele era totalmente feito pra mim. Totalmente mesmo. O meu número. Impossível acreditar, mas era verdade!

Mas, bem, como a Senhora Lady Murphy me ama e tudo o que é bom dura pouco. No meu caso, pouquíssimo, ele olhou pra mim e disse:

“-Eu gosto de homem.” “-Eu também! O QUE? HOMEM?”

Estava tudo perfeito demais pra ser verdade. Ele continua sendo o meu número, a minha versão masculina, quer dizer, nem tão masculina assim... Ele era gay* e na verdade estava falando comigo pra saber se o meu amigo era também. Bem, meu amigo não era e ficamos ambos sozinhos naquela noite...

*Não tenho nada contra os gays, viu? Os adoro! Mas, pô, logo aquele garoto que era perfeito pra mim?

"It's like meeting the man of your dreams and then meeting his beautiful husband. Isn't it ironic? Don't you think?" (Alanis Morissette)

(qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

Sunday, May 23

pra entender

basta (...)
uma caminhada
por qualquer caminho
um carinho qualquer
basta ver o que não se enxerga
e só se enxerga
nos olhos de uma mulher
basta olhar pro que acontece
esteja onde estiver

pra entender, nada disso é tudo
tudo isso é fundamental

pra entender
basta a cara e a coragem
a cor, o corpo, o coração

uma canção da banda preferida
uma descida ao porão
seis pilhas pro meu rádio
seis minutos pra canção
basta olhar pro o que acontece
aconteça o que acontecer

pra entender, nada disso é tudo
tudo isso é fundamental

pra entender
basta uma noite de insônia
um sonho que não tem fim
um filme sem muita graça
uma praça sem muito sol
seis cordas pra guitarra
seis sentidos na mesma direção
seiscentos anos de estudo
ou seis segundos de atenção

pra entender, nada disso é tudo
tudo isso é fundamental


(Humberto Gessinger)

Friday, May 21

"He wasn't what I wanted, what I thought, no. He wouldn't even open up the door. He never made me feel like I was special. He isn't really what I'm looking for.
This is when I start to bite my nails. And clean my room when all else fails. I think it's time for me to bail. This point of view is getting stale."



"You were all the things I thought I knew and I thought we could be.
You were everything, everything that I wanted. We were meant to be, supposed to be but we lost it. (...) So much for my happy ending!"

(Avril Lavigne)

Thursday, May 20

Contatos imediatos de 1º grau

Isso aconteceu ontem comigo. Acordei no meio da noite, lá pelas 3 da manhã, com uma insônia desgraçada. Levantei da cama e fui na cozinha tomar um suco, depois fui ao banheiro. Olhei para o espelho e encarei a minha imagem. Fiquei olhando... Olhando... E, de repente, meu reflexo começou a conversar comigo, acho que era a minha consciência dando uma de psicóloga:

- Oi, Camila, tudo bem?
- Tudo bem e contigo?
- Tudo bem também. Mas tens certeza de que está tudo bem mesmo? Às vezes eu te vejo tão triste...
- Ah... Pois é, a gente diz “tudo bem” por educação, sabe? Não está tudo tão bem nada... Tem uma hora em que a gente se cansa de esperar o "quando". Eu estou com quase 20 anos e nada mudou. Quando eu era novinha e pensava em mim mesma com vinte anos, me imaginava tão grande e tão madura... Com alguém legal e especial do lado, com um emprego legal, na faculdade e cheia de amigos. E olha pra mim... Só os dois últimos se realizaram até agora... As pessoas me encontram e sempre perguntam se eu tenho novidade... E o que eu respondo? “Nadinha.”.
- Mas isso é uma fase, guria. Logo passa...
- Estás vendo, consciência? É isso o que todos me dizem. Mas essa fase está demorando muito pra passar. Eu não sei o que eu tenho de errado, sabe? Porque eu devo ter algo errado, muito errado.
- Mas por que todo esse fiasco? Todas essas lamentações?
- Não sei... De repente eu me sinto tão só. Mesmo quando estou com todas as minhas amigas. E falando nelas, daqui a pouco todas vão começar a sair de casal com seus namoradinhos e eu vou ficar em casa vendo séries ou continuar entrando no MSN e ninguém vindo falar comigo. Acredita que já me falaram que o problema de eu não encontrar ninguém é que eu sou inteligente? Olha só, inteligência agora é motivo de sofrimento e frustração sentimental... "Isn’t it ironic? Don’t you think?"
- Se tu desencanar e parar de pensar em arrumar alguém, vai aparecer...
- Mas o mundo me deixa parar de pensar? Ah, maldita consciência, sabia que eu sou lembrada todos os dias por alguém de que eu faço parte de uma mínima parte da população que nunca tiveram namorado, peguete, ficante ou rolo fixo?
- Não é possível que tu não tenhas ninguém. Estás solteira porque queres!
- Ah, quem me dera isso fosse verdade. Mas é, devo ser bem mais inteligente do que eu pensava. Não tenho ninguém. Nunca acho que ninguém é bom o suficiente. E eu já cansei também de me remoer com lembranças do meu passado...
- É aí que eu queria chegar. E ele?
- Ele quem? Sério, esqueci. Vivo dizendo isso e ninguém acredita. Mas esqueci mesmo. Às vezes até me pergunto como pude gostar dele algum dia... Só me restam algumas vagas lembranças que eu daria tudo pra esquecê-las ou apaga-las.
- Então, até aparecer o próximo, tu vais ficar com essas lembranças, sabia?
- Pior é que eu sei... E pensar que às vezes tudo o que eu preciso é de alguém pra conversar. Minhas amigas parecem tão de saco cheio das minhas lamentações...
- Mas porque tanta tristeza? Não tens tido nenhuma alegria ultimamente?
- Ah, pra falar a verdade, tenho sim. Meu blog está lindo, tenho escrito como nunca. A faculdade está legal também, depois do ano passado ser cheio das notas baixas, parece que esse ano estou me encaminhando de novo. Entrei pra um projeto também, que apesar de me deixar bem cansada, me alegra muito. E tem umas colegas minhas que viraram amigas, tem sido ótimo compartilhar minhas idéias, alegrias, angústias e tristezas com elas. Pô, pensando bem, tem mais alegrias do que eu pensava...
- Viu só? Então nem tudo está perdido... Tem muita coisa boa acontecendo mesmo. E o namorado que tanto queres vai chegar um dia, não te preocupa... Ah, e é exatamente aí que está o problema: quando não te preocupares mais é que ele vai aparecer.
- Ai, consciência, não é que tens razão? Preciso desencanar mesmo. E vou! Ah, sempre que eu ficar com insônia é porque estás te sentindo pesada? Ou posso te chamar sempre que eu quiser?
- Camila, eu sempre tenho razão. Podes me chamar e conversar comigo sempre que quiseres. Mas eu só vou te chamar quando estiver me sentido pesada. E não te deixarei dormir enquanto não me tranqüilizares.
- Hum, acho que te esvaziei então, porque está me dando um soninho... Tchau, consciência, foi bom conversar com a senhora. E quando te sentires pesada, só me chamar! Beijos.

E só de pensar no bem imenso que me fez conversar comigo mesma em pé no banheiro numa madrugada fria... Voltei pra cama e dormi feito um anjinho... Até o maldito celular despertar e acabar com a minha alegria!

Sunday, May 16

Escrever é um dom, certo?

Minha professora de Estágio I pediu em aula para escrevermos um texto sobre a escrita na nossa vida. Na hora não rolou (pois não consigo escrever sobre pressão), mas agora, 1 mês depois, saiu o texto. E como mostrar em aula não vai ter graça mais, aqui está:

A primeira lembrança que me vem à cabeça em relação à escrita começa comigo na sétima série. Minha professora de Português, a “sora” Raquel, disse que eu escrevia muito bem, mas na hora não levei a sério porque eu vivia dizendo que “escrever textos era um saco”. Quando fui pro ensino médio, comecei a ler e a gostar da Martha Madeiros, uma escritora que divaga sobre o cotidiano, e não demorou muito até eu perceber que escrever era legal e que levava jeito. Mas me descobri preguiçosa, a idéia vinha e eu não a passava pro papel. Logo, a perdia.

Há pouco tempo, percebi que amo escrever, mas não escrever sobre qualquer coisa. Gosto de contar, em palavras, a minha vida. Não tenho um diário, mas tenho o blog e todos os textos escritos por mim e publicados aqui falam de experiências que eu tive. Sinto prazer em resgatar minhas memórias e encontrar, na língua portuguesa (ou inglesa), um modo de me expressar sobre algo especial (ou não). Na maioria dos casos, recebo comentários de meninas (às vezes meninos) dizendo que já passaram por isso. A maioria meus amigos, claro, mas saber que alguém se identifica com o que escrevo me deixa muito feliz.

Observando as escritas de outras pessoas, percebo que cada um de nós tem o seu estilo e como isso é incrível. Tem os cultos, os engraçados, os estressados, os poetas, os deprimidos e por aí vai... Às vezes me pego pensando sobre isso e tenho dificuldade em encontrar o meu estilo. Não sei rimar, mas sei criar. Não sei usar regras específicas, mas sei me expressar.

Talvez seja esse então o meu estilo. Não sei escrever tudo bem certinho e perfeito, nem colocar palavras pouco usadas. Gosto do que é popular, cotidiano, do que parece ser simples, mas que carrega um significado por trás. Fazer dos meus dias um livro aberto pode até ser digno de críticas, mas parece que me aproxima das outras pessoas, do mundo. Percebo, assim, que não estou sozinha.

Um dia desses, minha vó leu uns dos meus rascunhos e disse que talvez o meu dom seja escrever. Tá certo que não se pode confiar cegamente no que as avós falam, já que elas amam qualquer coisa que fazemos. Mas descobri que, dessa vez, ela talvez possa estar certa. Com o meu blog, encontrei algo que me faz absurdamente feliz: escrever, ser lida e comentada.

Talvez escrever seja realmente o meu dom. Mas que, com toda certeza, ainda precisa ser explorado e desenvolvido mais. Com o tempo, vou percebendo a diferença na qualidade do que escrevo. Quando mais escrevo, melhor escrevo. Quem sabe um dia não publico um livro com todos os meus posts do blog? E espero que as minhas histórias sejam lidas e inspirem outras pessoas, assim como as da Martha Medeiros me inspiraram.

Wednesday, May 12

" (...) Sometimes,

the last thing you want comes in first.
Sometimes, the first thing you want never comes.
And I know, the waiting is all you can do.
Sometimes... (...)"

(Strange and Beautiful - Aqualung)

Sunday, May 9

(...)
Her lips sweet surprise, her hands are never cold, she's got Bette Davis eyes.
She'll turn her music on you, you won't have to think twice.
She's pure as New York snow, she's got Bette Davis eyes.

And she'll tease you, she'll unease you. All the better just to please you.
She's precocious and she knows just what it takes to make a crow blush.
She got Greta Garbo stand up sighs, she's got Bette Davis eyes.

She'll let you take her home, it whets her appetite.
She'll lay you on her throne, she's got Bette Davis eyes.
She'll take a tumble on you, roll you like you were dice until you come at blue, she's got Bette Davis eyes.

She'll expose you, when she snows you off your feet with the crumbs she throws you.
She's ferocious and she knows just what it takes to make a pro blush.
All the boys think she's a spy, she's got Bette Davis eyes

(Bette Davis Eyes - Kim Carnes)

Tuesday, May 4

Eu, limão


Desculpa, tá? Não me queira mal… É que hoje eu levantei sem acordar, mal saí da cama e já vesti a preguiça. No café da manhã, comi vento com gosto de vazio, pois não senti aquele apetite rotineiro da vida. No almoço, já com fome, comi disposição vencida, que me deixou mal pro resto do dia. Devo ter engolido rápido demais o meu humor. Depois, fiquei com azia.

Além do mais, andei comendo expectativas fora da validade, e aí não houve sobremesa que ajudasse a adoçar as horas seguintes, o açúcar que tinha era pouco pra isso. Depois, o espelho me viu, me provocou e me aborreceu. E ele é muito bom nisso!

Mais tarde deu sede, bebi ironia. Dessas ironias de que é feita a vida, sabe? O efeito foi instantâneo, fiquei ranzinza. Tentei um banho, mas ainda me sentia azeda, apesar de limpa. Lembrei de uma receita antiga para melhorar o astral, mas deixei tempo demais no forno e ficou com gosto de alegria solada.

Desavisado, você chegou me provando, mas o meu sabor era amargo como limão. Mesmo assim, não me cuspiu, fingiu que estava bom, e, com um esforço notável, você me engoliu. Achei tão lindo que também resolvi fingir, fiz que não sabia que eu estava intragável e indigesta, e – sem nenhum esforço - sorri o meu primeiro sorriso do dia.

Eu, limão que era, me espremi inteira, me misturei com água, açúcar e gelo, e preparei uma limonada. Ficou gostoso, acabei de tomar. Que tal agora? Quer provar?

Com jeitinho, acho que posso até virar caipirinha. Alguém arrisca experimentar?

Monday, May 3

"Do you derive joy when someone else succeeds?
Do you not play dirty when engaged in competition?
Do you have a big intellectual capacity but know that it alone does not equate wisdom?
Do you see everything as an illusion but enjoy it even though you are not of it?
Are you both masculine and feminine?
Politically aware and don't believe in capital punishment?

These are 21 things that I want in a lover. Not necessarily needs but qualities that I prefer.

Do you derive joy from diving in and seeing that loving someone can actually feel like freedom?
Are you funny?

À la self-deprecating?
Like adventure and have many formed opinions?

These are 21 things that I want in a lover. Not necessarily needs but qualities that I prefer. I figure I can describe it since I have a choice in the matter.
These are 21 things I choose to choose in a lover. I'm in no hurry, I could wait forever! I'm in no rush cuz I like being solo!
There are no worries and certainly no pressure! In the meantime I'll live like there's no tomorrow...

Are you uninhibited in bed?
More than 3 times a week?
Up for being experimental?
Are you athletic?
Are you thriving in a job that helps your brother?
Are you not addicted?

These are 21 things that I want in a lover! Not necessarily needs but qualities that I prefer!

Are you curious and communicative?"


21 things that I want in a lover - Alanis Morrissete

Sunday, April 25

Homem não chora?


Nós, mulheres, somos conhecidas como o "sexo frágil". Mas por que esse estereótipo? Será que é porque não temos vergonha de esconder nossos sentimentos e emoções? Provavelmente. Mulheres têm muita tendência a chorar quando algo as entristece, incomoda ou, até mesmo, irrita. Chorar é considerada uma reação feminina previsível. Mas e quanto ao sexo masculino?

Os homens são considerados os "fortões", "machões". A maioria deles até dá uma tremidinha no queixo, uma respiradinha com dificuldade, mas engolem o choro. Peraí, pra que engolir, meninos? Uma coisa é certa, não há nada mais fofinho do que vê-los chorando (especialmente se o motivo for nós, as garotas :P). Nós não vivemos lutando por igualdade entre os sexos? Então vamos lá, liberem o choro geral!

Sejam bem-vindos ao vale de lágrimas, garotos. Façam o favor de não reprimir seus sentimentos de angústia e vamos chorar juntos quando estivermos emocionados, quando nos sentirmos injustiçados, quando formos vítima, quando doer ou quando o nosso destino não nos agradar. Não dói e não faz mal. Muito pelo contrário, alivia, revigora.

Chorar nos leva de volta a infância, é um transbordamento involuntário das nossas emoções mais íntimas e é até uma prova de inocência (quando sincero, é claro). O choro é um descontrole emocional, pois uma vez que liberado, a sua intensidade não pode ser controlada. E o descontrole nada mais é do que um gesto humano. Tão humano, que liberta.

E então, vão chorar agora? Estão vendo o ato de debulhar-se em lágrimas de uma maneira mais bonita, respeitosa? Espero.

Espero também que a partir de agora quando vocês nos verem chorando, não nos condenem, não digam que é fiasco e, muito menos, chilique. Pois o mais forte é aquele que não tem vergonha de expressar-se e demonstrar os seus sentimentos. Ou seja, nós, as mulheres!


Kadu, no BBB, nos provou que definitivamente homem chorando é LINDO!

Thursday, April 22

Full of emptiness

"I have never had luck in love. When I mean luck in love, I mean luck with having a boyfriend. I have always had luck in love in friendship and family. People have always taken care of me; I have never been left alone with myself and all my feelings. Therefore, the fact that I never have had a boyfriend, have not bothered me. I’ve been filled with love from my family, and from all of my adorable friends. I know I am lucky. Not everybody live such a great life, with supporting family and friends. But lately, I’ve been feeling kind of empty. It’s like I’m longing for someone, it’s like my heart is screaming for something more. I feel embarrassed of this; because I really should be happy. But still, I can’t ignore the fact that I’m in a need for a boyfriend. There is so much that I want to do, so much that I’ve never had a chance of doing. Like kissing in different settings, falling to sleep with somebody’s arms around me, having thousands of tickling butterflies in the stomach, waking up with somebody starring at me, laughing cheerfully out loud when this somebody is being silly, walking hands in hands in the city and feel like you are the luckiest girl on planet, being teased with, and then getting forgive-me kisses, being told that you are beautiful, and tell it back, doing things that you never wanted to do, but you now want to do because he likes it, talking on the phone with him at late nights just to hear his voice, being understood and loved for being yourself, being told that you are the most important person in the world for him, and that nothing is ever going to change that.

I have so many things that I want to say and so many things that I want to do. But I can’t do anything. I don’t know this somebody, and I am afraid that I never will. I have waited so long for this somebody to come, so long that I have made him an unrealistic and fictional person. Boys like him don’t really exist. They are too good to be true. They are made up in messed up minds like mine, and the only time you will ever meet them, is when you fall asleep and drag them in to your dreams." (Le Love)

"Let me tell you why my heart is an unfurnished room. Any suggestions? Don't have to tell you more than that (...). This house is full of emptiness." - Shakira

Wednesday, April 21

me ame ou me odeie

defeito: desorganizada, viciada em café, pseudo-escritora, tagarela, complexada, irritante, comilona, preguiçosa, dorminhoca, do contra, mimada, pessimista, estressada, ansiosa, bipolar, desequilibrada, desastrada, louca, bagunceira, egocêntrica, indelicada, indecisa, infantil, fútil, impulsiva, teimosa, iludida, implicante, extremista, hostil, neurótica, complicada, ciumenta

defeito ou qualidade? sincera, explícita, festeira, realista, irônica

qualidade: fiel, engraçada, divertida, criativa, parceira, determinada, educada, responsável, sonhadora, bem-humorada, corajosa

(é tão mais fácil pensar em defeitos)



me ame ou me odeie.


"And sure I confess: I'm a mess, I'm a mess of mistakes. But please count to ten before you go and throw it all away." - Katy Perry

Tuesday, April 20

"Me encontra... ou deixa eu te encontrar..."

"Ouvi esses dias num barzinho uma historia que achei bonitinha demais. Ele quis, ele foi atras, ela relutou, ele fez e aconteceu. Na mesma mesa, outra historia. Colega de trabalho, ela convidou, insistiu, ele deu sinais, estava afim, meio que fugiu... Talvez por algum tipo de medo, ela disse.

Eu venho pensando nisso faz tempo. E o fato eh que... quando um homem estah afim de vc nao ha medo que o faca sair correndo de vc. Um aviao pode ter caido do outro lado do planeta, ele vai dar um jeito de achar um orelhao. Pode me chamar de romantica, mas eu tenho cada vez mais chegado a conclusao de que nossos discursos de pseudo liberdade e iniciativa feminina soh tem construido pra nos mesmas historias das quais, na maioria das vezes, nao acumulamos mais que frustracao.

Se ele se espanta, se ele tem medo, ou se simplesmente nao tah afim de nada contigo e nao tem atitude pra assumir isso de forma clara, ele eh alguem QUE NAO SERVE pra vc. Ir atras nao eh sinal de liberdade, mas de capricho na maioria das vezes. Capricho de quem almejando o resultado (sem muitas vezes nem desejar o resultado) ainda nao aprendeu a "perder". Toh escrevendo isso eh pra mim. Ele pode ser fofo, gracinha, etc, etc, etc, se nao veio atras, eh porque nao estah afim de vc!

Intimidacao eh mito. Mito. Se um cara te quer de verdade, acredite, nao ha nada que faca com que ele se pareca com um poste. Ele vem atras de vc.

*


Tenho ouvido ha dois dias insistentemente a nova cancao do Charlie Brown. Engracado eh que canto como se fosse uma oracao.... um mantra, sabe?

Recado:
Sapo encantado, wherever you are, nao precisa se apressar, eu tenho tempo... mas, quando o universo girar... "me encontra... ou deixa eu te encontrar.... me encontra.... deixa eu te encontrar...." :)

A musica eh fofa. Gostei."

Por Elenita Rodrigues (sim, a ex-BBB) no blog http://acasosafortunados.blogspot.com/

A rainy day


I don't know where I crossed the line. Was it something that I said or didn't say this time?

And I don't know if it's me or you. I can see the skies are changing no longer shades of blue. I don't know which way it's gonna go.

And if it's going to be a rainy day, there’s nothing we can do to make it change. We can pray for sunny weather but that won't stop the rain.
You're feeling like you've got no place to run. I can be your shelter til it's done.
We can make this last forever, so please don't stop the rain. Let it fall, let it fall, let it fall.

I thought that time was on our side. I've put in far too many years to let this pass us by.
You see life is crazy thing. There'll be good times and there'll be bad times. And everything in between. And I don't know which ways it's gonna go.

And if it's going to be a rainy day, there’s nothing we can do to make it change. We can pray for sunny weather but that won't stop the rain.
You're feeling like you've got no place to run. I can be your shelter til it's done.
We can make this last forever, so please don't stop the rain. Let it fall, let it fall, let it fall.

Oh, we are a little closer now. In finding what life's all about. Yeah, I know you just can't stand it when things don't go your way. But we've got no control over what happens anyway.

And if it's going to be a rainy day, there’s nothing we can do to make it change. We can pray for sunny weather but that won't stop the rain.
You're feeling like you've got no place to run. I can be your shelter til it's done.
We can make this last forever, so please don't stop the rain. Let it fall, let it fall, let it fall.

Please don't stop the rain - James Morrison

Monday, April 19

Quem tira de quem?

Não sei quem inventou a frase "O que é pra ser nosso, ninguém tira.", mas quando eu penso nela sempre me vem uma pergunta a cabeça: E o que os outros nos tiram, será que não era pra ser mesmo?
Algumas coisas e pessoas simplesmente não são feitas para nós. Por mais que a gente faça tudo o que está ao nosso alcance, precisamos aceitar o que nos foi tirado, que não é pra ser nosso. Porém, existe um ciclo de aceitação do que foi perdido: Uma frustração vira desespero, que se transforma em sofrimento, mas que termina em alívio; que nada mais é do que uma vitória, pois, com todos os obstáculos, conseguimos pelo menos aprender alguma lição.
Não é nada fácil riscar alguns planos da lista que temos para a vida. Desfazermos-nos do que já estávamos acostumados, do que já era rotineiro; cancelar ideais pro futuro, colocar pontos finais em certos planos que nem chegaram a sair do papel... Mas no fim, nem era pra ser!
Temos que tomar fôlego mais uma vez e começar tudo de novo, traçar novos objetivos e seguir rumo ao final feliz. A vida é repleta de ciclos, e certamente escolhe os momentos certos para início e término de tudo. Através desses ciclos amadurecemos, deixamos de ser crianças e viramos gente grande; mesmo que não queiramos. Basta secar as lágrimas, tirar a raiva do peito que, a partir daí, a nova energia aparece. E mais um ciclo começa...
O que é pra ser nosso, ninguém tira. O que não é pra ser nosso, nos tiram. E o que não é pra ser dos outros, nós é que tiramos. Um tanto complicado, não? Mas que graça teria viver se fosse tudo certinho?

Algumas coisas e pessoas não são feitas para nós. Mas existem outras que são únicas e totalmente para nós. É só esperar.

Tuesday, April 6

Ai, será?


Se eu não sou a pessoa mais indecisa do mundo, estou na lista das dez mais. Escolher a roupa para ir pra faculdade todos os dias é uma dificuldade enorme, nunca sei qual fica melhor ou pior. Escolher a roupa da festa então, nem se fala. Um sacrifício enorme. Comprar um presente também é horrível, penso umas mil vezes antes de decidir o que levar. Quase sempre estou em dúvida, a minha balancinha dificilmente se desequilibra. Minhas decisões normalmente são tomadas pela minha intuição ou por influência. Muitas vezes eu quebro a cara, e quebro feio. Mas por outro lado, já acertei muitas vezes também. Por isso não me preocupo com o fato de que a pergunta que predomina a minha cabeça seja: “Ai, será?”.

Será que o primeiro passo é o certo? Será que o segundo que é? Será que vale a pena? Será? Nem adianta vir me dizer aqueles velhos clichês de que “só eu sei a resposta”, porque eu nunca sei. Não sei nada, não sei escolher. Mesmo. Passo noites em claro pensando em coisas nas quais nem deveria perder meu tempo. Dou importância demais para coisas pequenas, transformo o simples em complicado. Às vezes acho que não vai ter jeito, mas também não tenho coragem de desistir. Quero mudar, mas tenho medo de mudar o que estou acostumada, mesmo que esteja desconfortável.

Não estou tendo uma crise existencial ao escrever esse texto. Essa complexidade toda é minha, é o meu jeito de ver a vida. E, apesar de ser chato me ouvir perguntar a mesma coisa um milhão de vezes (“Ai, será?” “Será?” “Será?”), até gosto de ser assim. Adoro viver intensamente e lembrar de tudo. E na maioria das vezes essas lembranças são sem arrependimentos. Posso até imaginar o que teria acontecido se eu tivesse escolhido B ao invés de A, mas dificilmente me arrependo. Sempre encontro um porque da minha decisão. E o mais legal é que eu cresço e amadureço em cada ganho ou perda, de um modo ou de outro.

Enquanto eu tento manter o foco e dormir, lembro da melhor opção, mas aí vem a perguntinha “Ai, será?”, a gastrite nervosa e eu perco o sono. Mas logo dou um jeito de me acalmar, pois sou jovem demais e tenho muito tempo para errar. Se tudo der errado, de algum jeito dá para consertar numa boa. Então o "Será" se resolve bem rápido. Mas confesso que ainda acho complicadíssimo ter de escolher entre o sapato preto maravilhoso de uma loja e o de paetês da outra. Sou indecisa mesmo, e daí?

Monday, April 5

"Coração de Camila" por "Mundo Verde Limão"

Em todo esse tempo de convivência com a Camila, a "Coração" ou até mesmo a "Mundo Verde Limão", que possui uma inexplicável paixão pela cor verde, sei que desde a escolinha, lugar onde começou o convívio social dessa menina, ela nunca ficou sem estar apaixonada por alguém. Seria ela uma romântica incurável? Sim.

Mas tudo no mundo muda. E com a Camila não seria diferente. Ela está em uma nova fase na vida dela, diferente de todas as outras que ela já viveu: Não está apaixonada por ninguém, mesmo. E isso surpreende até ela mesma.

Será que a Camila cansou de se apaixonar e não ser correspondida? Será que ela cansou de idealizar algo e depois perceber que é tudo diferente? Será que ela cansou de quebrar a cara? Não sei. Nem ela.

O que ela sabe é que no momento não existe aquele "alguém" especial, que faz ela perder a fome, o sono e a aula. O que ela sabe é que está amando a si mesma, a sua vida e esse é o melhor sentimento que ela já experimentou.

Mas também não pense que por não estar apaixonada por ninguém em especial ela resolveu "usar" os garotos... Não! Muito pelo contrário, ela não fica com ninguém que não a acrescenta nada e muito menos fica "por ficar". Ah, essa romântica incurável... O que fazer com ela?

Bem, Deixar que ela viva, curta, se surpreenda com ela mesma e se divirta muito. E aí quem sabe no meio de todas essas experiências maravilhosas não apareça o "alguém" que ela tanto espera conhecer um dia... E dessa vez até dê certo. Mas já saiba, o maior amor da "Mundo Verde Limão" é ela mesma. E verde.

=> Eu me conheço muito bem. 19 anos de convivência comigo mesma fazem com que eu me conheça melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. Tudo bem que às vezes até eu me impressiono com algumas atitudes minhas, mas enfim, eu me conheço e sei o que é melhor pra mim.

Assinado: EU

Monday, March 29

And the Oscar goes to...


Sou a típica protagonista de comédia romântica adolescente. Boba, desajeitada e, modéstia à parte, bonitinha. A garota que sofreu uma desilusão amorosa muito forte no passado e que agora só quer ser feliz. E toda mocinha de filme água com açúcar tem que ter um grupinho de amigas para as quais conta tudo. Essas amigas que dão vários conselhos, mas que eu não sigo porque sou completamente indecisa. Mas acabo quase sempre tomando a minha própria decisão. E como todo bom clichê, descubro ao longo do tempo que eu só preciso de mim para saber o que fazer.

Na maior parte do tempo faço todo mundo rir, porque é assim que eu levo a vida, com alegria a palhaçada. Consigo driblar quase todos os problemas com um sorriso ou com uma choradeira digna de Oscar. Mas também faço muita gente chorar. Às vezes de tristeza, às vezes de emoção. No fundo, todos sabem que o que eu quero é encontrar meu verdadeiro amor. Mas antes disso, vou sair com uma porção de caras estranhos. E então, talvez entenda que o meu príncipe encantado está bem mais perto do que eu imagino ou muito, mas muito longe que eu nem imagino. E eu sei que só vou me dar conta quando os créditos finais estiverem prestes a aparecer.

A minha vida é assim, uma mistura de vários gêneros: tem romance, ação, drama, comédia e até suspense. Tudo marcado por uma trilha sonora bem Pop. Mas no fim, eu sei que viverei feliz para sempre.

Tuesday, March 23


How do I get closer to you when you keep it all on mute? How will I know the right way to love you?
Usually the queen of figurin' out, breaking down a man is no work out but I have no clue how to get through to you.
Oh, I wanna hit you just to see if you cry. I keep knocking on wood, hopin' there's a real boy inside.
'Cause you're not a man, you're just a mannequin. I wish you could feel that my love is real but you're not a man.
I wish I could just turn you on. Put a battery in and make you talk. Even pull a string for you to say anything.
But with you there is no guarantee. Only expired warranty, a bunch of broken parts and I can't seem to find your heart.
Oh, I'm such a fool! I'm such a fool! I'm such a fool!
This one's outta my hands. I can't put you back together again.
You're just a toy. Could you ever be a real, real boy? And understand? But you're not a man.
If the past is the problem, our future could solve them, baby. I could bring you to life if you let me inside, baby. It'll hurt but in the end you'll be a man.
You're not a man, you're just a manequin. I wish you could feel that my love is real!
A toy. Could you ever be a real, real boy? Understand? But you are not a man...

(Katy Perry)

Friday, March 19

RESET


Eu tenho tendências suicidas. Tá, estou exagerando! Mas não consigo dar outro nome para todas às vezes em que eu olho uma faca bem afiada eu penso em como seria dar só um cortezinho no pulso, ou quando estou em um prédio bem alto imagino como seria a sensação de pular do prédio, ou então as vontades repentinas que me dão de andar por aí de madrugada, no escuro e sozinha. Não sei exatamente o porquê desses pensamentos, mas eu não os concretizo. Por medo. Sim, eu tenho medo da morte.

Mas às vezes, simplesmente bate a curiosidade de saber como seria morrer um pouquinho. Pensando bem, o grande problema da vida é que ela não é um jogo de videogame; e sim, uma grande novela escrita por Deus? Nós mesmos? Nossos pais?
Capítulos após capítulos e ainda não sabemos se somos coadjuvantes, mocinhos ou vilões. E pior ainda, não temos a mínima ideia de como será o fim dessa trama (mexicana?). Aí me dá preguiça em acompanhar, pois eu não sou muito chegada em novelas, então imagine como me sinto ao me ver dentro de uma. É cansativo e eu prefiro seriados, mas uma vez por semana é tão pouco.

Videogames são muito mais legais, nós somos os personagens principais, sabemos que teremos que enfrentar diversas fases e logo reconhecemos os vilões. Sem contar que é tudo mais colorido, mais moderno e com aquela musiquinha de fundo que não sai das nossas cabeças. Mas o ponto em que eu quero chegar é que o melhor de tudo nos jogos eletrônicos é o botão reset.

Adoro pensar nessa possibilidade! Seria tudo bem mais fácil se o botão reset fosse real, usado nas nossas vidas. Fez uma prova, rodou e percebeu que precisava ter estudado mais? Aperte reset e estude mais! Bebeu demais e só lembra das merdas que fez? Aperte o reset e beba menos (ou faça menos merdas)! Gastou todo o dinheiro do mês na primeira semana? Aperte o reset e ele vai te salvar!

Cada vez que o computador, o mp4, o videogame e os outros objetos eletrônicos falham, apertamos o reset, voltamos no início para refazermos e fica tudo bem. Imagina o botão reset na vida? Apertar e reiniciar sem salvar!

Friday, March 5

Homens têm preferência?*

É impressionante, como nós deixamos sempre muito claro do que gostamos e o quanto gostamos. Preferimos homens altos, vestidos a calças, frutas a legumes, cores claras a escuras, mas nas roupas abusamos do pretinho básico. Gostamos de filmes românticos, seriados, novelas, animais domésticos, esportes menos violentos, perfumes doces, boa literatura e músicas que falem direto ao coração... Lógico que muitas de nós, são o avesso do perfil que eu descrevi, mas igualmente seguem uma linha de gostos.

Agora, já notaram que os homens... hmmm, os homens são assim:

“Já tive mulheres de todas as cores,
de várias idades, de muitos amores.
(...)
Já tive mulheres do tipo atrevida,
do tipo acanhada, do tipo vivida,
casada, carente, solteira, feliz,
já tive donzelas e até meretriz.”
(Martinho da Vila)

Os homens gostam das loiras, tanto quanto gostam das morenas, ruivas, mulatas, altas, baixas... Em todas encontram algo que os agrada, que os chama atenção, algo que nos diferencia de nós mesmas. - A Mariana é linda, a Patrícia é tão charmosa, e a Bárbara tem um papo tão bom. Por que ter que escolher uma?
Acredito que seja por isso que com tanta facilidade traem e/ou pulam de galho em galho, porque não fazem comparação. Eles não acham que tenham substituído a anterior, afinal o que eles gostavam nesta permanece sendo característica desta, estão me entendendo?
O pai da minha irmã dizia que cada mulher é apaixonante em um ponto de vista, teve muitas mulheres e contava que lembrava o que o havia atraído em cada uma: o olhar, a dança, o pé, o sorriso...
E assim, são todos. Encantam-se por mulheres diferentes, em ocasiões diferentes, com olhares diferentes... Se isso é ruim!? Claro que não, se tudo na vida tem um lado bom, isso não seria diferente néé.. Todas têm chances de conquistar homens dos mais variados estilos.
“Cada um puxa o assado para o seu lado.” Aí está, saibamos puxar para o nosso, somos mais do que uma dança atraente, um sorriso bonito, ou um pé delicado. Sabemos conversar, queremos ser ouvidas, e temos a pretensão SIM de deixar nossa marca na vida das pessoas. Portanto, entremos no jogo deles, usemos o que nos favorece para irmos mostrando o que realmente temos de melhor. O velho truque de atrair o rato com um pedaço de queijo, para a armadilha fatal.
Afinal, nós sabemos e eles também... Homens têm preferência?

NÃO, claro que NÃO!


*Escrito pela minha amiga Jordana no blog ótimo dela: http://sexoooposto.blogspot.com/

Thursday, February 25

O novo

"O problema dos novos começos é que eles precisam de algo para terminar. Alguns finais levam um tempo para se revelarem. Mas quando isso acontece, eles são mais fáceis de ignorar. Alguns começos iniciam tão silenciosamente, que você nem nota quando acontecem. Mas muitos finais vêm quando você menos espera. E o que eles pressagiam é mais negro do que você imagina. Nem todos os começos são para se celebrar. Muitas coisas ruins começam: brigas, época de gripe. E a pior de todas... Quero começar algo." (Gossip Girl)

"Chega de ficar quebrando a cara com os velhos erros de sempre.
Quero cometer erros novos, passar por apertos diferentes, experimentar situações desconhecidas, sair da rotina e do lugar comum.
Este ano eu preciso crescer.
Chega de saber a saída e ficar parado na porta, ensaiando os passos sem nunca entrar na estrada, esperando que me venha o que eu mais preciso encontrar.
Este ano, se eu tiver que sofrer, será por sofrimentos reais, nunca mais por males imaginários, preocupado com coisas que jamais acontecerão.
Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente.
Chega de pensar demais e fazer de menos.
Chega de pensar de um jeito e fazer de outro.
Chega do corpo dizer sim e a cabeça, não.
Chega desses intermináveis conflitos que me fazem adiar para nunca a minha decisão.
Este ano eu vou viver."

"Conhecer de novo é interessante, é revigorante
Ver com novos olhos, sentir novos sentimentos, deixar-se invadir por dentro.
Conhecer a parte oculta, aquilo onde só se descobre depois de muitas risadas e boas conversas.
Descobrir as manias que não se via e até os problemas desconhecidos.
Olhar por outro ângulo, sentir novas sensações, deixar-se levar por outras vias.
Percorrer um novo começo, tentar entender as voltas do mundo, mas sem se preocupar muito em compreender quando e como um novo começou a surgir e o porque.
Apenas deixar... Apreciar... Ver o novo no velho e gostar muito do que se vê agora. Daquilo que antes se via, as não enxergava..."
All this feels strange and untrue and I won't waste a minute without you. My bones ache, my skin feels cold and I'm getting so tired and so old. The anger swells in my guts and I won't feel these slices and cuts. I want so much to open your eyes, 'cause I need you to look into mine. TELL ME THAT YOU'LL OPEN YOUR EYES

Get up, get out, get away from these liars, 'cause they don't get your soul or your fire. Take my hand, knot your fingers through mine and we'll walk from this dark room for the last time. Every minute from this minute now we can do what we like anywhere. I want so much to open your eyes, 'cause I need you to look into mine. TELL ME THAT YOU'LL OPEN YOUR EYES

All this feels strange and untrue and I won't waste a minute without you.

(Snow Patrol)

Tuesday, February 23

Preguiça

Palavra que define as minhas férias, o meu atual momento. Mas não é preguiça de acordar cedo, nem de trabalhar, nem de ir pra faculdade. E sim preguiça de atitudes.
Preguiça de quem me pergunta: “O que tem feito?” "Novidades?" Eu odeio ter que responder o que eu tenho feito pra pessoas que perguntam isso, mas no fundo não querem saber o que tenho feito. É só uma forma de preencher uma enorme falta de assunto. Um dia ainda existirá outra maneira de pessoas sem criatividade iniciarem uma conversa.
Preguiça de ter que sorrir e agradar todo mundo em festa. Preguiça de ir a todas as festas. Preguiça de quem não perde uma balada por nada e vai ao banheiro de cinco em cinco minutos com as amigas se olhar no espelho, entupir a boca de gloss e esticar o cabelo.
Preguiça dizer que odeio Lost e 24 horas e que acho um saco assistir a Thaís Araújo e o Zé Mayer dizerem tudo o que a Christiane Torlonni e o próprio Zé Mayer já disseram em outra novela do mesmo autor.
Preguiça de pessoas que se vestem de acordo com o tema da novela das oito. Preguiça de pessoas que falam como os personagens da novela das oito.
Preguiça de dizer que os textos da Clarice Lispector, são bonitinhos, mas na maioria das vezes só servem pra enfeitar perfis de Orkut de meninas que nem sabem quem ela foi.
Preguiça de dizer que ultimamente só tenho lido Martha Medeiros e que tenho passado longe de livros de literatura.
Preguiça de dizer que nem tô pras músicas mais tocadas por aqui e que acho uma chinelagem baixar no celular esses lixos sonoros.
Preguiça de encontrar parentes na fila do supermercado e eles sempre dizerem coisas do tipo: “Ai como estás linda, devem ter milhares de guris atrás de ti. Cadê o namorado?”.
Preguiça de pessoas que andam com bíblias embaixo do braço e saem por aí fazendo todo tipo de maldade, e na sexta feira santa ainda não comem carne: Deus castiga!
Preguiça de pessoas que fazem florzinha de esmalte na unha. Preguiça de pessoas que fazem chapinha e mechas no cabelo.
Preguiça de pessoas princesinhas, coitadinhas, certinhas, chatinhas, “Inhas” em geral.
Preguiça do Faustão aos domingos entrevistando os ex-Big brothers e perguntando: Quem você acha que é o grande jogador da casa? Existe preguiça maior do que do Faustão?
E é por essas e outras que eu não mereço alguém que me leve pra passear e me chame de coisas fofas. Porque no fundo eu sou uma monstra disfarçada com muita maquiagem, que não gosta de fingimentos, não assiste novela das oito e bebe até cair. Meu problema deve estar na preguiça e eu tenho preguiça de resolver meus problemas.

P.S. Tanta preguiça pode gerar criatividade.

Friday, February 12

O Príncipe Sapo: outro ponto de vista

Nota: Há pouco mais de um ano esta releitura foi escrita, pelo meu colega de faculdade Carlos Tiago Mateus (vulgo "Carlos Flies"), do popular conto intitulado "O Príncipe Sapo", isso quer dizer que para entender esta releitura será necessário conhecer o conto original, que está disponibilizado no blog dele. Como gostei muito do texto, resolvi postá-lo aqui:

" Consta na ata da SPH “I” (Sindicato dos Personagens de Histórias “Infantis”) do histórico dia 29 de março do ano 16 d.d (depois da Disney), escrita e organizada pelo Sr Carlos, que é escriba, arquivista, copeiro, faxineiro, eletricista, office boy e organizador dos documentos referentes aos processos da SPH “I” — resume-se estagiário — os depoimentos dos presentes que participaram do conselho deliberativo, realizado mediante as reivindicações do Diretório das Bruxas, onde a principal reclamação é a falta de reconhecimento do papel das bruxas nos contos, com base no Conto Infantil n° 66658 - 46/1, intitulado O Príncipe Sapo, a Bruxa Malvada redigi seu relato:

Presentes na ocasião:

Sº Gepeto – Presidente do SPH “I”
Sª Rapunzel – Coordenadora de Discursos da SPH “I” e garota propaganda da marca de xampus e condicionadores Seda®
Sª Bruxa Malvada – Representante do Diretório das Bruxas do SPH “I” e personagem do Conto n° 66658 - 46/1
Rei – Autônomo e personagem do Conto n° 66658 - 46/1
Jovem Princesa – Estudante de Artes Cênicas e personagem do Conto n° 66658 - 46/1
Príncipe Sapo – Administrador de empresa, ambientalista e personagem do Conto n° 66658 - 46/1.
Henrique – Líder do movimento GLS e personagem do Conto n° 66658 - 46/1

Relato da Sª Bruxa Malvada a respeito dos fatos do conto n° 66658 - 46/1:

No dia 13 de Setembro do ano 7 a.d (Antes da Disney) estava uma tarde chuvosa, na verdade, tempestuosa. Eu estava tranqüilamente preparando umas novas poções que vi no programa Annonimus Bruxa, quando bateram à minha porta, atendi e tive uma surpresa. Era a V.M Rei, trajava um sobretudo escuro com capuz, eu só o reconheci quando um relâmpago iluminou sua face senil, na hora até pensei que fosse o Frank (stein) que vinha trazer as ervas que lhe encomendei, mas era sexta, e sexta é dia do Frank folgar. O que queria o rei, sem escolta, vindo a minha humilde masmorra daquele jeito? Foi o que lhe perguntei depois de convidá-lo para entrar e sentar-se.

Depois de um café e de trocar novidades banais, o Rei contou-me a que veio. Fiquei mais surpresa com seu pedido do que com sua aparição soturna. Ele queria que eu enfeitiçasse o Príncipe do outro reino, impondo a condição de que o feitiço só seria desfeito caso se casasse com sua filha, a Jovem Princesa. O porquê não ousei perguntar, também o código de ética da profissão me impede de questionar meus clientes, como também de recusar o trabalho, apesar de não querer fazer isso com aquele tão simpático príncipe que uma vez me deu até uma vassoura movida a biodiesel de presente, em uma assembléia em defesa do meio ambiente. — Acho que isso é uma maldição que serve como um preço a ser pago pelo poder que é concedido a nós, bruxas. Fazer o quê? É meio injusto, mas justiça, infelizmente, só em contos de fadas —.

Depois de receber metade do pagamento pelo serviço, e escutar algumas lamúrias do rei que se lamentava de alguns aspectos pessoais de sua vida íntima com a rainha, ofereci-lhe uma poção revigorante e ele foi embora com um sorriso no rosto, nessa hora o sol apareceu de novo, parece que o sol sempre aparece quando se ajuda alguém, já percebeu?

Dia 16 de setembro apareceu o Frank, com ele consegui o que precisava para preparar a poção, decidi que transformaria o príncipe em sapo, sei lá o motivo, acho os sapos tão bonitinhos, acho que todos adoram sapos, então pensei: “A princesa vai amar!”. Não sabia o quanto estava enganada.

Fui ao reino do Jovem Príncipe com olhos brilhantes, disfarcei-me de loira da marca de cerveja Scroll, e é claro, disfarcei a poção, o fiz em forma de cerveja — às vezes fico impressionada de ver como sou esperta, é mais do que experiência, acho que nasci para isso, mas retornemos aos fatos —, fui a uma feira que acontecia na cidadela do reino, na praça estavam muitas pessoas, desde burgueses, realezas até camponeses comuns, descobri que acontecia ali a 15º Feira do Pergaminho, que sorte! Não podia ser melhor, não precisaria de uma boa desculpa para armar uma barraca e oferecer cervejas ao público.

Esperei pacientemente até aparecer o príncipe, ele surgiu e procurei a cerveja falsa, mas para meu infortúnio, percebi que já havia dado a cerveja falsa por acidente ao Zangado quando ele apareceu na barraca. Contudo, como sou inteligentemente prevenida, além de linda — desculpem-me pela falta de modéstia, mas sou D+, vamos combinar! —, tinha preparado uma poção reserva, ali estava ela, ofereci ao pobre príncipe, ele bebeu de um só gole, pediu mais cerveja depois, dei-lhe e ele se foi todo agradecido e meio tonto. Como demoraria umas vinte quatro horas para surtir efeito, tive que sair dali e espiar se o plano daria certo — às vezes as poções falham —, até mesmo por que não havia mais cerveja, ainda faturei uma grana com as vendas — e não é que dá dinheiro isso! —.

Com o tempo livre e uns dobrões a mais, aproveitei para comprar alguns pergaminhos, finalmente achei a obra de um escritor novo chamado Jesus, que possui doze heterônimos, esse jovem se diz filho de deus, não duvido, mil vezes já aconselhei Zeus a usar preservativo, mas ele sempre ignora, depois acontece como aconteceu com Hércules e lá vai pensão. Dizem que seu best-seller intitulado A Bíblia Sagrada será referência de vida para pelo menos metade das pessoas do mundo, mas pode ser só mais um exagero da crítica.

Voltei para casa, descansei um pouco, depois me transformei em mariposa e fui espiar o Jovem Príncipe. Cheguei lá e ali estava ele na cama, tendo convulsões e babando muito, a poção estava funcionando — uma pena essa metamorfose ser tão desconfortável, ele não precisaria passar por isso —. Acabou que virou um belo sapo, não um sapo qualquer, um altivo sapo, um verdadeiro sapo majestade. Foi por pouco que não viro o jantar, acabei esquecendo o fato de os seres recém transformados surgirem loucos de fome, sendo assim, estava estática ali admirando minha obra e quase recebi uma linguada, lembra que eu estava na forma de uma mariposa? Pois é, por um segundo quase fatal eu esqueci.

Lembro que na universidade nunca algum professor me disse para não informar as minhas “vítimas” como se libertar do feitiço, isso sempre gera uma polêmica danada na Assembléia das Bruxas, umas adotam o silêncio, outras preferem falar sempre, e outras ainda julgam se falam ou não dependendo da vítima, eu me encaixo no último perfil e como julguei por bem que seria melhor contar ao jovem, assim fiz, contei-lhe tudo, até quem encomendou a mandinga — termo feio, mas é quase isso —, claro que fiz isso depois de mostrar minha identidade, não arriscaria uma segunda vez virar comida de sapo, e pela cara que o jovem Príncipe Sapo fez quando lhe contei, seria exatamente esse meu destino. Após isso o deixei no lago onde a princesa brincava, lá ele comeu muitos insetos — E cá entre nós, acho que acabou até gostando —.

E como a Jovem Princesa conheceu seu marido já é sabido, assim como o que sucedeu depois... (vide o conto O príncipe Sapo acima).

Agora umas considerações adicionais:

É evidente que o príncipe se apaixonou pela princesa assim que a viu, e que a princesa se apaixonou pelo Jovem Príncipe Sapo, assim que deixou de ser sapo. Tudo acabou bem, houve um final feliz.

Príncipe e Princesa: Casaram-se, conquistaram mais reinos e estão mais apaixonados do que nunca, o príncipe ainda come alguns insetos escondido. Tiveram dois filhos: Um garoto agora com 18 anos chamado João, ama surfar. Uma garota agora com 17 anos chamada Maria — eles não têm muita criatividade para nomes, não é mesmo? —, hoje ela tem uma casa de doces, toda feita de... DOCES!

Rei: Conseguiu muito poder desde que o príncipe casou com sua filha, seu nome está virando lenda, até teve mais um filho, o que deveria ser impossível — realmente minhas poções são muito boas, estou pensando até em lançar uma linha —. Batizaram a criança e a chamaram de Arthur — agora batizam as crianças, não consigo me lembrar onde foi que li sobre esse costume —, agora ele está com 23 anos e é um jovem valente e possui um espírito muito forte de liderança.

Henrique: Oh! É mesmo! Henrique também achou seu sapo, ele é meio mal humorado, mas Henrique e ele se dão muito bem!

Fim do relato!

Sº Presidente Gepeto:

- Muito bem. Os presentes no conselho afirmam o testemunho dos fatos acontecidos?

Jovem Príncipe exclama exaltado:

- Eu não como insetos nada!

O Rei, vermelho que parecia um tomate, tenta esboçar um comentário:

- Bem... Sobre aquele probleminha... Eh... Na verd...

Presidente Gepeto interrompe:

- Fora os pormenores que não cabem aqui! Alguém nega os fatos mencionados?

Todos:

- Não.

Rapunzel:

- Então tem algo mais a declarar Sª Bruxa Mal... Ha... Hum! Digo: A Sª Bruxa?

Bruxa:

- Sobre os fatos não, foi tudo exatamente como relatei.

Pres. Gepeto:

- Muito Bem! Está evidente que as bruxas estão sendo discriminadas realmente, no conto n° 66658 - 46/1, intitulado O Príncipe Sapo, além de não constar praticamente a presença importantíssima da bruxa, ela é taxada de malvada, maligna e outras injurias nunca merecidas, porque senão fosse o papel dessas trabalhadoras competentes, nenhum de nós estaria aqui dessa maneira hoje, posso dizer isso até porque já fui agraciado pela magia benevolente dessas profissionais de caráter, ou acham que quem deu vida ao meu filho Pinóquio, hoje presidente da república, foi a Barbie? Sendo assim, com o poder a mim concedido, mandarei organizar uma comissão que terá como objetivo primordial, fundar medidas que além de mostrar o papel digno dessas fadas mal vistas, irá proporcionar a cada uma delas o respeito e admiração que merecem. Corrigiremos não só o conto O Príncipe Sapo, mas também todos os tantos que tiverem de ser reescritos. Declaro assim encerrado o Conselho Deliberativo.

Todos aplaudem. Assim, pela primeira vez, naquele dia 29 de março de 0016 d.d, a justiça foi feita e todas as bruxas, ao mesmo tempo, tiveram um final feliz também.

Epa epa! Não quer saber o que aconteceu comigo?

Eu, a Bruxa Ex-Malvada: Virei presidente da Assembléia das Bruxas, mas abdiquei do cargo porque era muito burocrático e monótono, do que eu gosto mesmo é de estar no campo de batalha, meus trabalhos se multiplicaram exponencialmente após o dia 29. Fiquei milionária, pois abri uma fábrica de poções revigorantes, entre outras coisas, recebo presentes todos os dias de maridos e esposas satisfeitos. Ganhei um contrato com a Scroll, virei garota propagandas, sabe aquela tchutchuca que aparece com a cerveja e faz os homens babarem? Sou eu! Acho que virei a pessoa mais amada do mundo, deve ser porque todos os dias faço o sol brilhar para alguém. Beijinhos!!

The End...? "

Cerveja bem, Campari as coisas e a Champanhe meu raciocínio:

A vida é Drurys, mas dá muitas vodkas. Eu vinho de longe, só com um ponche nos ombros, mas encontrei uma caipirinha ao passear no chopp e me Amaretto nela. Estou vivendo uma paixão aguardente, apesar de já ter 51. Por isso repito, cerveja bem, nem tudo é rum e sempre pinga álcool de bom.

Thursday, February 11

Prince Charming?


I feel ripped off by Disney movies. I grew up believing that my very own Prince Charming would find me, and it would be lovely, and I would be happy forever and there would never be a spider in the bath, or a blown light bulb when I'm home alone, or a rainy day when I missed the bus. My Prince Charming would never let me feel sad. I honestly believed that, because seeing is believing, and that was all I'd seen.

But I was little then, and now (...) I wonder if Prince Charmings even exist. I know I'm too young to feel like this, but I'm glad of it. I'm glad I've realized now that even if I did find that perfect boy for me, sometimes spiders might still crawl up through the drain and I might only see them once I'd gotten all my bubble bath and candles ready. And I know that bus drivers are dickheads and won't stop driving for someone who's running to the stop, even if I do find the love of my life. I am glad that I know, now, that it's okay if I never have a man like Prince Eric or Aladdin. Because Eric fucked a fish lady and Aladdin wears stupid pants anyway, and they couldn't solve all my problems with a pretty song and dance.

So I feel ripped off by Disney movies, because they lied to me when I was just a gullible little kid, and made me wish I could go to a ball and find the love of my life. I feel ripped off, because they made me hope for something impossible. I feel ripped off, because what I've learned in my short life is not to believe what you see in movies. And now, if my very own Prince Charming came along, I wouldn't even see him.
(Le Love)

Sunday, February 7

férias e inspiração não combina.

Tuesday, January 12

I hate the way you talk to me, and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car, I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots and the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick, it even makes me rhyme.
I hate it... I hate the way you're always right, I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh, even worse when you make me cry.
I hate it when you're not around, and the fact that you didn't call.
But mostly I hate the way I don't hate you, not even close, not even a little bit, not even at all.

From the movie 10 things I hate about you.

Saturday, January 9

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou.
As vezes ando só, trocando passos com a solidão. Momentos que são meus e que não abro mão.

Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora.
Escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora.

Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você.

É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam o tempo exato pra falar... Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir.

Pra rua me levar - Ana Carolina (trilha sonora do filme Divã)

Monday, January 4

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

Chegadas e Partidas

"Eu sou um aeroporto.

Na verdade, todos nós. Que outro lugar, senão um aeroporto, condensa sob o mesmo teto a alegria do encontro e a tristeza da despedida? Vejo pedaços de mim acima das nuvens, em logradouros distantes, em cidades inóspitas. Recebo, também, de todo lugar, pedaços do mundo que, como ímãs, aplicam-se sobre a minha pele e lá ficam para a posteridade, exibidos por onde passo.

Alguns têm a pista embrenhada entre matas, encoberta por nuvens de chuva, radares desligados ou intencionalmente sabotados. Tem gente que tem medo de avião.

Por medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar. São aeroportos fechados. No entanto, a gente só percebe o calor do abraço quando sente a dor de respirar o ar frio da solidão. Você brada aos céus toda sorte de impropérios, mas não percebe que vôo nenhum te encontra no radar.

Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida. Meus olhos estão virados pro futuro, focados na estrada que se prostra à minha frente. Encontro em mim, com igual facilidade, motivos para persistência ou para desistência. E continuar pra quê? Continuo com a força do que levo pra vida. O saldo positivo disso tudo é a quantidade de aviões que acolho em meus hangares. Pedaços de histórias que conto pra mim mesmo todo dia, enquanto ergo um tímido sorriso quase que instantâneo de realização.

E você, aeroporto em greve, tá esperando o quê, olhando pra cima?

(Avião não pousa em aeroporto fechado)."

Fonte: http://romanceemapuros.wordpress.com/

Saturday, January 2

minha versão*

Quem sou eu?? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.

A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.

Eu sou primavera, disparado. E ligeiramente outono. Estações transitórias.

Sou Shakira. Sou Madonna. Sou Katy Perry. Sou Martha Medeiros. Sou Beatles. Sou Humberto Gessinger. Sou The Corrs.

Sou pães, queijos e ketchup, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou cidade.

Sou balas de gelatina. Sou café. Sou churrasco. Sou bauru. Sou batata frita. Sou limão com leite condensado. Sou lasanha. Sou pizza de quatro queijos. Da salada, sou o tomate.

Sou livros. Música. Revistas. Sou livros de auto-ajuda. Guias. Sou crônicas. Sou Internet. Blogs. Já fui muito tevê, hoje sou só seriados. Windows Media Player. Rock. Pop. Sou dança. Cinema. Teatro.

Sou verde. Roxo. Vermelho. Sou colorada. Sou cabelo cacheado. Sou vestidos. Sapatos. Sou balaio de saldos. Sou ar-condicionado. Sou carro. Sou à pé.

Você está fazendo sua lista? Tô esperando.

Sou quadros. Sou cama. Sou banho quente. Perfumes. Maquiagem. Sou festas. Ar livre. Sou sol. Sou lua. Sou passeios à noite. Sou Estados Unidos. Cassino. Porto Alegre.

Sou mais cama que mesa, mais noite que dia, mais fruta que flor, mais doce que salgado, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte vermelho. Rosa. Sou inconstante. Sou delírio. Sou eu mesma.

Agora é sua vez.

*Escrito por Martha Medeiros e livremente modificado por mim.
I don't wanna be the girl who laughs the loudest or the girl who never wants to be alone. I don't wanna be there callin' at 4 o'clock in the morning, 'cause I'm the only one you know in the world that won't be home.

Aahh, the sun is blinding. I stayed up again. Oohh, I am finding that that's not the way I want my story to end.

I'm safe, up high nothing can touch me, but why do I feel this party's over?
No pain inside, you're my protection. So how do I feel this good sober?

I don't wanna be the girl that has to fill the silence. The quiet scares me 'cause it screams the truth. Please don't tell me that we had that conversation. I won't remember, save your breath, 'cos what's the (use)?

Aahh, night is calling and it whispers to me softly come and play... Aahh, I am falling and if I let myself go I'm the only one to blame!

I'm safe, up high nothing can touch me. Why do I feel this party's over? No pain inside, you're like perfection. How do I feel this good sober?

Coming down, coming down, coming down. Spinning 'round, spinning 'round, spinning 'round. I'm looking for myself sober.

When it's good, then it's good, it's so good till it goes bad, 'till you're trying to find the you that you once had. I have heard myself cry 'never again' broken down in agony just trying to find a fit.

I'm safe, up high nothing can touch me. Why do I feel this party's over? No pain inside, you're like perfection. How do I feel this good sober?

Sober - Pink vídeo

Friday, January 1

Lamentável part II


Resoluções de (um péssimo) ano novo


Depois de apostar todas as suas fichas em um ano que já começou ridículo, parece que não te resta mais nada, nem uma esperança. Nada mais importa quando não se tem mais o que perder. O que você faz? CHORA.
Chorar faz bem, lava a alma, purifica. Porém, depois de chorar por um dia inteiro, você sente dor em todo o corpo, cada órgão, membro e até mesmo fio de cabelo. Você sente o seu corpo seco, como se nem toda a água do mundo fosse saciar a sua sede, a sua tristeza. O que você faz? LEVANTA.
Depois de levantar e ver que nem tudo é tão difícil e complicado, que às vezes é você mesmo quem complica as situações, dificulta a sua própria vida. O que você faz? RECUPERA AS ESPERANÇAS.
Você recupera as esperanças, pois se não tiver nem isso, está ferrado.
Não é por que o 1º dia de um ano novo foi perdido que a vida acabou. Ainda existem 364 dias pra recuperar essas 24 horas. Você não tem que apostar as fichas em um ano, é só uma data. O ano acaba para começar tudo de novo, mas a vida continua sendo a mesma.
As suas fichas tem que ser apostadas em você, nada importa, ninguém importa, apenas você importa no mundo todo. E se não perceber isso nunca, então ninguém poderá te amar. NUNCA, nem um dia, nem uma semana, nem um mês, muito menos um ano. NADA nem NIGUÉM IMPORTAM, além de VOCÊ.