Ahhhh! Se você descobrisse o que eu sinto por você.
A vida faz sentido, você me faz querer viver.
Tudo que você pedisse iria buscar pra você: a lua, o mar e as estrelas.
Mudo os meus planos pra poder te ver.
Quanto tempo faz? Não importa mais.
Você é meu vicio, assumo e digo mais, nada teria valor se não tivesse ao meu lado você que me dá tudo que eu preciso. Com você eu faço do inferno o paraíso!
Ahhhh! Se você me dissesse que não quer mais me ver o meu corpo treme todo só de pensar em te perder. Mas eu não desanimaria, mesmo que fosse me enlouquecer. Loucura maior seria aceitar viver sem você.
Quanto tempo faz? Não importa mais.
Você é meu vicio, assumo e digo mais, nada teria valor se não tivesse ao meu lado você que me dá tudo que eu preciso. Com você eu faço do inferno o paraíso!
E assim como Dante por Bia por causa de seu sorriso, eu sigo pro inferno e volto ao paraíso só pra poder te ver, só pra te encontrar.
A tua estrela é o que me guiará.
O amor me move, só por ele eu falo.
Sem ter você o purgatório é o intervalo.
Entre o céu e a Terra, entre o ter e o não te ter não há distância que me faça te esquecer!
Quanto tempo faz? Não importa mais.
Você é meu vicio, assumo e digo mais, nada teria valor se não tivesse ao meu lado você que me dá tudo que eu preciso. Com você eu faço do inferno o paraíso!
Divina comédia
Saturday, July 18
Tuesday, July 14
Eu, você e todos nós
(...) Somos obrigados a estar em movimento, mas ninguém nos aponta um caminho seguro.
Eu, você e todos nós estamos à procura de algo que ainda não experimentamos, algo que a gente supõe que existe e que nos fará mais felizes ou menos infelizes. Eu, você e todos nós tentamos salvar nossas vidas diariamente, e qual a melhor maneira para isso? Trabalhar e amar, creio eu, mas não é fácil. Os que não conseguem se realizar através do trabalho e do amor, tentam se salvar das maneiras mais estapafúrdias, alguns até colocando-se em risco, numa atitude tão contraditória que chega a comover: autoflagelo, exposição barata, superação de limites, enfim, os meios que estiverem à disposição para que sejam notados.
(...) Pedimos pelo amor de Deus que o telefone toque e que a partir desse toque um novo capítulo comece a ser escrito na nossa história. Fingimos que somos seres altamente erotizados e, na hora H, amarelamos. Depositamos todas as nossas fichas amorosas em pessoas que não conhecemos senão virtualmente. Disfarçamos nosso abandono com frases ousadas e sem verdade alguma. O que a gente gostaria de dizer, mesmo, é: me dê sua mão.
Eu, você e todos nós queremos intimidade, mas evitamos contatos muito íntimos. Não queremos nos machucar, mas usamos sapatos que nos machucam. A gente quer e não quer, o tempo todo. Será que durante uma caminhada de uma esquina a outra, em um único quarteirão, é possível acontecer uma paixão, uma descoberta? Quantos metros precisamos percorrer, quantos dias devemos esperar, em que momento da nossa vida irá se realizar o nosso maior sonho e, uma vez realizado, teremos sensibilidade para identificá-lo? O nosso desejo mais secreto quase sempre é secreto até pra nós mesmos.
Somos uma imensa turma, somos uma enorme população, somos uma gigantesca família de solitários, eu, você, todos nós.
Martha Medeiros
Eu, você e todos nós estamos à procura de algo que ainda não experimentamos, algo que a gente supõe que existe e que nos fará mais felizes ou menos infelizes. Eu, você e todos nós tentamos salvar nossas vidas diariamente, e qual a melhor maneira para isso? Trabalhar e amar, creio eu, mas não é fácil. Os que não conseguem se realizar através do trabalho e do amor, tentam se salvar das maneiras mais estapafúrdias, alguns até colocando-se em risco, numa atitude tão contraditória que chega a comover: autoflagelo, exposição barata, superação de limites, enfim, os meios que estiverem à disposição para que sejam notados.
(...) Pedimos pelo amor de Deus que o telefone toque e que a partir desse toque um novo capítulo comece a ser escrito na nossa história. Fingimos que somos seres altamente erotizados e, na hora H, amarelamos. Depositamos todas as nossas fichas amorosas em pessoas que não conhecemos senão virtualmente. Disfarçamos nosso abandono com frases ousadas e sem verdade alguma. O que a gente gostaria de dizer, mesmo, é: me dê sua mão.
Eu, você e todos nós queremos intimidade, mas evitamos contatos muito íntimos. Não queremos nos machucar, mas usamos sapatos que nos machucam. A gente quer e não quer, o tempo todo. Será que durante uma caminhada de uma esquina a outra, em um único quarteirão, é possível acontecer uma paixão, uma descoberta? Quantos metros precisamos percorrer, quantos dias devemos esperar, em que momento da nossa vida irá se realizar o nosso maior sonho e, uma vez realizado, teremos sensibilidade para identificá-lo? O nosso desejo mais secreto quase sempre é secreto até pra nós mesmos.
Somos uma imensa turma, somos uma enorme população, somos uma gigantesca família de solitários, eu, você, todos nós.
Martha Medeiros
Sunday, July 12
Longe dos olhos, perto do mouse

Hoje, no meio de uma conversa, comentei com um amigo que eu gosto do mundo virtual. Gosto de amigos virtuais, de amores virtuais, de abraços virtuais. Gosto de encontros virtuais e até de amar virtualmente. O problema é que, no mundo real, nunca é a mesma coisa.
Virtualmente, a vida é super mais fácil. Pra começar, ninguém te vê. Um abraço virtual é sempre mais fácil. Mandar um beijo pelo msn é super comum, mas ao vivo nem sempre a gente faz isso pra se despedir. É muito mais fácil falar do que fazer. E é muito mais fácil escrever do que falar.
Escrever um “eu te amo” no msn, no Orkut ou numa mensagem no celular é moleza. E falar, alguém fala? Até contar as coisas é mais fácil. Ou falar sobre algum assunto importante, sei lá. Ter que olhar nos olhos da pessoa com quem se fala é tão... intimidador.
Muitas vezes, quando eu converso com as pessoas, se é que eu consigo falar o que eu quero falar, eu olho pro lado, pra baixo, mexo nas unhas ou cismo com aquele fiozinho na costura da blusa. Vocês já devem ter reparado. Mas se eu tenho que escrever no msn, sai tudo em dois minutos.
O mundo virtual é legal. Mas pensando bem, o mundo real é tão mais REAL.
Friday, July 10
There's so much craziness surrounding me. There's so much going on, It gets hard to breathe.
When all my faith has gone, you bring it back to me. You Make it real for me
When I'm not sure of my priorities. When I've lost sight of where I'm meant to be like holy water washing over me.
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
And I, I'm running to you baby.
You are the only one who saved me that's why I've been missing you lately. 'Cause YOU MAKE IT REAL FOR ME.
When my head is strong, but my heart is weak I'm full of arrogance and uncertainty but I can't find the words you teach my heart to speak.
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
And I, I'm running to you baby.
You are the only one who saved me that's why I've been missing you lately. 'Cause YOU MAKE IT REAL FOR ME.
Oh, everybody's talking in words I don't understand.
You've got to be the only one who knows just who I am.
You shout it in the distance, I hope I can make it through because the only place I want to be is right back home with you.
I guess there's so much more I have to learn but if you're here with me I know which way to turn.
You always give me somewhere, somewhere I can run
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
And I, I'm running to you baby.
You are the only one who saved me that's why I've been missing you lately. 'Cause YOU MAKE IT REAL FOR ME.
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
James Morrison - You Make It Real
*De férias, sem inspiração no momento. :p
When all my faith has gone, you bring it back to me. You Make it real for me
When I'm not sure of my priorities. When I've lost sight of where I'm meant to be like holy water washing over me.
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
And I, I'm running to you baby.
You are the only one who saved me that's why I've been missing you lately. 'Cause YOU MAKE IT REAL FOR ME.
When my head is strong, but my heart is weak I'm full of arrogance and uncertainty but I can't find the words you teach my heart to speak.
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
And I, I'm running to you baby.
You are the only one who saved me that's why I've been missing you lately. 'Cause YOU MAKE IT REAL FOR ME.
Oh, everybody's talking in words I don't understand.
You've got to be the only one who knows just who I am.
You shout it in the distance, I hope I can make it through because the only place I want to be is right back home with you.
I guess there's so much more I have to learn but if you're here with me I know which way to turn.
You always give me somewhere, somewhere I can run
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
And I, I'm running to you baby.
You are the only one who saved me that's why I've been missing you lately. 'Cause YOU MAKE IT REAL FOR ME.
YOU MAKE IT REAL FOR ME.
James Morrison - You Make It Real
*De férias, sem inspiração no momento. :p
Tuesday, July 7
Saturday, June 27
Cansei.
Cansei de tanta gente, de tanta coisa, de tantos lugares vividos e passados. Cansei de me cansar, cansei de ser a mesma, mas cansei de tentar mudar. Cansei de conversar sobre estarmos tão cansadas. Cansei de faculdade, de estágio. De café frio, de msn, de saudade e de ignorância. Cansei de dizer besteiras, cansei de me importar com o que as pessoas pensam de mim. Cansei de me importar com as outras pessoas.
Cansei de gente louca, cansei de ofensa, cansei de ser boazinha e de ser grossa demais. De Ruffles, Coca-cola e chocolate. Cansei desse blog aqui, cansei do que eu escrevo. Cansei de reclamar, de pedir ajuda, de oferecer. Cansei de esperar as coisas caírem do céu. Cansei de guizadinho de batata e até de bombom de morango.
Cansei de reclamar de estar cansada.
Cansei de tanta gente, de tanta coisa, de tantos lugares vividos e passados. Cansei de me cansar, cansei de ser a mesma, mas cansei de tentar mudar. Cansei de conversar sobre estarmos tão cansadas. Cansei de faculdade, de estágio. De café frio, de msn, de saudade e de ignorância. Cansei de dizer besteiras, cansei de me importar com o que as pessoas pensam de mim. Cansei de me importar com as outras pessoas.
Cansei de gente louca, cansei de ofensa, cansei de ser boazinha e de ser grossa demais. De Ruffles, Coca-cola e chocolate. Cansei desse blog aqui, cansei do que eu escrevo. Cansei de reclamar, de pedir ajuda, de oferecer. Cansei de esperar as coisas caírem do céu. Cansei de guizadinho de batata e até de bombom de morango.
Cansei de reclamar de estar cansada.
Thursday, June 25
Doida e santa

Fuxicando pela maravilhosa internet, encontrei um teste que descobre “Que livro você é?”.
Pensei, duvido que dê que eu sou um livro da Martha Medeiros. E não é que deu?
Segundo o teste, eu sou o livro “Doidas e Santas” de Martha (ah, já sou íntima).
"Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica.
Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando...
Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém...”
Perfeitamente igual. Eu digo, a Martha escreve sobre a minha vida.
Monday, June 22
Modo de usar-se
(...)
Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.
Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.
Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.
Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.
Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.
E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviúve de si mesmo, ninguém morreu.
Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.
Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. (...)
Martha Medeiros.
- Incrível como ela sempre sabe o que falar e como ela sempre me entende.
Sunday, June 14
Combina ou não combina?
Combina:
Goiabada e queijo. Friozinho e DVD. Feriado e sol. Janela embaçada e desenho com dedo. Amigo distante e MSN. Praia e milho verde. Casa de vó e bolo quentinho. Dia de pagamento e liquidação. Festa Junina e quentão. Fundo da aula e bagunça. Preguiça e edredon.
Praia e pôr-do-sol. Carro e rádio ligado. Arroz e feijão. Domingo de manhã e desenho animado. Segunda-feira e mau-humor. Bolo e parabéns. Saudade e lágrimas. Caixa de lápis de cor e folha branquinha. Roupa nova e festa. Dente-de-leão e vento. Mãe e colo. Segredo e cochicho. Flor e primavera.
Sexta-feira e planos. Despertador e bocejo. Dezoito anos e auto-escola. Insônia e Corujão. Falta de luz e vela. Acampamento e histórias de terror. Pimenta e água. Primeiro dia de aula e caderno novo. Horário político e TV a cabo. Sono e travesseiro. Sombra e rede. Pão e margarina.
Bebê e cheiro de perfume da Turma da Mônica. Salsicha e molho. Comercial e controle remoto. Geladeira vazia e tele-entrega. Simpatia e dia de Santo Antônio. Reunião de amigos e máquina fotográfica. Jogo de futebol e bolão. Preto e branco. Futebol e xingamento. Programa de auditório e aplauso.
Gripe e lenço de papel. Machucado e band-aid. Selo e lambida. Beija-flor e água açucarada. Guitarra e rock’n’roll. Festa infantil e brigadeiro. Gato e tigela de leite. Contos de fadas e hora de dormir. Grama e pé descalço. Piada e gargalhada. Andar de ônibus e mp3 player. Papel e tesoura. Vontade de ler e post novo no blog.
Não combina:
Televisão ligada e lição de casa. Cabelo solto no vento e gloss. Sofá novo e canetinha sem tampa. Ressaca e despertador. Camiseta branca e molho de tomate. Cinema e celular. Beijo e alho. Trabalho para entregar e tilt no computador. Ônibus cheio e fedor de sovaco. Fome e geladeira vazia. Vizinho e som. Sapato apertado e festa. Torrada com manteiga e chão.
Dedinho do pé e mesa de centro. Calor e blusa de lã. Porta de banco e moeda no bolso. Piquenique e formiga. Meditação e barulho. Igreja e saia curta. Mosquito e noite de sono. Papai Noel e calor. Rodízio de pizza e regime. TPM e discussão de relacionamento. Férias e gravata. Caneca de alumínio e microondas. Mochila e dor nas costas.
Vestibular e pressa. Câmera e vergonha. Bom-humor e contas para pagar. Joelho e asfalto. Praia e chuva. Ansiedade e telefone ocupado. Aparelho no dente e bala dura. Adolescente e organização. Churrasco e vegetarianos. Medo do escuro e luz apagada. Desejo de ficar sozinho e multidão. Miopia e letra miúda.
Roupa no varal e chuva. Cadeira de balanço e rabo de cachorro. Vontade de fazer xixi e banheiro ocupado. Sopa e garfo. Segredo e dedo-duro. Timidez e iniciativa. Brinco e ralo da pia. Chapinha no cabelo e umidade. Palestra e ataque de tosse. Novela e final infeliz.
Elevador e pum. Pressa e salto alto. Chupeta e chão. Velório e risada. Lente de contato e areia. Fotografia e dedo engordurado. Traça e livro. Beijo e barba por fazer. Shopping e conta bancária vazia. Band-aid e pelinho do braço. Hora da comida e histórias nojentas. Espirro e farofa. Necessidade de escrever e falta de inspiração.
Escrito por uma pessoa que eu não lembro o nome e super editado por mim. :p
Goiabada e queijo. Friozinho e DVD. Feriado e sol. Janela embaçada e desenho com dedo. Amigo distante e MSN. Praia e milho verde. Casa de vó e bolo quentinho. Dia de pagamento e liquidação. Festa Junina e quentão. Fundo da aula e bagunça. Preguiça e edredon.
Praia e pôr-do-sol. Carro e rádio ligado. Arroz e feijão. Domingo de manhã e desenho animado. Segunda-feira e mau-humor. Bolo e parabéns. Saudade e lágrimas. Caixa de lápis de cor e folha branquinha. Roupa nova e festa. Dente-de-leão e vento. Mãe e colo. Segredo e cochicho. Flor e primavera.
Sexta-feira e planos. Despertador e bocejo. Dezoito anos e auto-escola. Insônia e Corujão. Falta de luz e vela. Acampamento e histórias de terror. Pimenta e água. Primeiro dia de aula e caderno novo. Horário político e TV a cabo. Sono e travesseiro. Sombra e rede. Pão e margarina.
Bebê e cheiro de perfume da Turma da Mônica. Salsicha e molho. Comercial e controle remoto. Geladeira vazia e tele-entrega. Simpatia e dia de Santo Antônio. Reunião de amigos e máquina fotográfica. Jogo de futebol e bolão. Preto e branco. Futebol e xingamento. Programa de auditório e aplauso.
Gripe e lenço de papel. Machucado e band-aid. Selo e lambida. Beija-flor e água açucarada. Guitarra e rock’n’roll. Festa infantil e brigadeiro. Gato e tigela de leite. Contos de fadas e hora de dormir. Grama e pé descalço. Piada e gargalhada. Andar de ônibus e mp3 player. Papel e tesoura. Vontade de ler e post novo no blog.
Não combina:
Televisão ligada e lição de casa. Cabelo solto no vento e gloss. Sofá novo e canetinha sem tampa. Ressaca e despertador. Camiseta branca e molho de tomate. Cinema e celular. Beijo e alho. Trabalho para entregar e tilt no computador. Ônibus cheio e fedor de sovaco. Fome e geladeira vazia. Vizinho e som. Sapato apertado e festa. Torrada com manteiga e chão.
Dedinho do pé e mesa de centro. Calor e blusa de lã. Porta de banco e moeda no bolso. Piquenique e formiga. Meditação e barulho. Igreja e saia curta. Mosquito e noite de sono. Papai Noel e calor. Rodízio de pizza e regime. TPM e discussão de relacionamento. Férias e gravata. Caneca de alumínio e microondas. Mochila e dor nas costas.
Vestibular e pressa. Câmera e vergonha. Bom-humor e contas para pagar. Joelho e asfalto. Praia e chuva. Ansiedade e telefone ocupado. Aparelho no dente e bala dura. Adolescente e organização. Churrasco e vegetarianos. Medo do escuro e luz apagada. Desejo de ficar sozinho e multidão. Miopia e letra miúda.
Roupa no varal e chuva. Cadeira de balanço e rabo de cachorro. Vontade de fazer xixi e banheiro ocupado. Sopa e garfo. Segredo e dedo-duro. Timidez e iniciativa. Brinco e ralo da pia. Chapinha no cabelo e umidade. Palestra e ataque de tosse. Novela e final infeliz.
Elevador e pum. Pressa e salto alto. Chupeta e chão. Velório e risada. Lente de contato e areia. Fotografia e dedo engordurado. Traça e livro. Beijo e barba por fazer. Shopping e conta bancária vazia. Band-aid e pelinho do braço. Hora da comida e histórias nojentas. Espirro e farofa. Necessidade de escrever e falta de inspiração.
Escrito por uma pessoa que eu não lembro o nome e super editado por mim. :p
Saturday, June 13
Olha a macumba!

Estava eu fuçando no Google algumas simpatias de Santo Antônio (devido ao dia de hoje) quando encontrei a seguinte simpatia: Para mulher feia arrumar namorado. Tive pena do tamanho desespero da garota que pode se prestar a fazer algo do tipo. Afinal de contas, ela tem que nunca ter se quer beijado na boca para se dar ao trabalho de fazer uma simpatia do tipo ou até buscar uma solução para seu problema na internet (mas também não estou perdendo muito pra ela, já que eu também estava na internet buscando simpatias. Não que eu fosse fazê-las, é claro.).
Uma parte da minha família crê nesses rituais que prometem cura para tudo, desde fim do mau-olhado, aumento de salário e até cura para verruga. Às vezes, quando eu era pequena, deixava de lado os gibis da Mônica (que eu era viciada), para pegar um livrinho de simpatias que minha avó tinha e ficava encantada com a quantidade de mandingas que o livro continha.
Objetos que usamos no dia-a-dia são muito usados em simpatias: pratos, copos, facas... Porém, tem que ser todos “virgens”. Além de a pessoa ter que fazer em monte de coisas estranhas (e botar a maior fé no que está fazendo), ainda tem que arranjar utensílios nunca usados. Simpatias também possuem diferentes graus de dificuldade. Existem as fáceis em que apenas se deve tomar um chá ou banho de alguma coisa e também existem aquelas super difíceis, em que se deve ir à Terra do Nunca enterrar embaixo de um pé de algodão uma mistura de flores, perfumes e sei lá o que.
Acredito que toda a nossa vida de macumbas começa na escola, quando pequenas mandingas são populares. Como aquela de escrever o nome dos garotos interessantes em um papel, dobrar todos em partes iguais e deixá-los na bacia com água. O rapaz do papelzinho que amanhecer desdobrado será um futuro namorado. Não me pergunte o que acontece se dois papéis abrirem, ou se nenhum. Pois no meu caso nenhum abriu, SERÁ QUE ISSO INDICA ALGO RUIM?
Depois, a pessoa cresce e começa a botar o pobre do Santo Antônio de cabeça para baixo no dia dos namorados, para que no próximo o namorado chegue. Se não chegar, lá vai ela com uma faca virgem na bananeira do quintal na noite de lua cheia anterior à data, fazer cortes e esperar o leite da planta formar uma inicial. Se não formar nada, no próximo ela já vai fazer aquelas simpatias complicadíssimas, que pregam pular com um pé só na encruzilhada enquanto segura uma vela de 15 centímetros da cor azul-celeste no terceiro luar após solstício de verão do ano ímpar. O.o
Voltando à busca que fiz para tentar arrumar algumas simpatias de Santo Antonio, posso garantir que dei muita risada com alguns rituais hilários, que vou postar aí embaixo. Quem sentir vontade de fazer algum, sinta-se à vontade. Mas depois, por favor, volte para me dizer se deu certo.
Para espantar os ficantes chatos: Se o seu problema for com um paquerador, que não se manca, faça esta simpatia para afastá-lo. Coloque um pouco de água para ferver em uma panela velha de ferro. Jogue dentro tantos copinhos de água quanto forem os anos da pessoa. Ao fazer isso, diga: “Leva embora pra outro canto a queda que fulano tem por mim”.
Para sossegar coroas: Esta simpatia serve para acabar com aquele fogo interno de coroas solitárias que se sentem angustiadas, que se queixam dos famosos “calores internos”. Em uma noite de lua crescente, coloque para ferver uma leiteira com um litro de água, algumas folhas de erva cidreira, camomila e erva-doce, junto com uma xícara de açúcar mascavo. Deixe ferver até o líquido engrossar feito um xarope. Tome um cálice desse chá três vezes ao dia que é um ótimo calmante.
Para conquistar uma pessoa que nem sabe que você existe: Junte cinco fios de seu cabelo com mais cinco fios do cabelo dele(a). Enrole os cabelos com um pedaço de pano e embrulhe junto com um anel novo, que nunca tenha sido usado. Deixe o amuleto bem perto do próprio coração durante nove dias. Passado esse período, dê o anel de presente a tal pessoa, que logo vai reparar em você e poderá até acabar se apaixonando.
E CLARO, NÃO PODIA FALTAR:
Para mulher feia arrumar namorado: A mulher feia sofre por causa disso. Porém, as forças ocultas poderão ajudar uma mulher feia a conseguir namorado bem apessoado, até causando inveja nas amigas. Deve, para isso, proceder assim: pegar uma palma de espada de São Jorge, cortá-la em três pedaços e colocá-la para ferver por três horas. Deixe a água esfriar e lave o rosto com essa água, sempre solicitando que São Jorge transformea de "dragão" em princesa bela e desejada.
E não esqueça: TODAS ESSAS SIMPATIAS SÃO INFALÍVEIS. Todas sempre são.
p.s. Voltando ao tal livro de simpatias da minha avó, pois é, ela me deu o livro. E eu ainda o tenho numa caixa embaixo da minha cama. Vai que um dia eu precise. :p
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