Tuesday, September 21

Thursday, September 2

Até quando?

Ela está lá todo dia. É daquelas que maquia bem, suas roupas são impecáveis e seu perfume é inesquecível – apesar de já terem dito que nunca a viram tão bonita quanto naquele sábado que ela passou o dia de pijama e com o cabelo preso. É inteligente, escreve como ninguém, trabalha, estuda, sai com as amigas e ainda arranja tempo para ir na manicure toda semana. Ela adora gastronomia contemporânea e medieval mas não dispensa uma miojo em noites preguiçosas ou um McDonalds depois da balada. Diz as frases certas e sorri quando gostaria de gritar. Adora crianças e cachorros, quer casar, ter filhos e já pensou em como seria usar seu sobrenome. Mas não se preocupe, ela sabe melhor do que ninguém o tempo de cada coisa.



Ela é daquele tipinho, sabe? Que gosta de dançar, gosta de beber, gosta de viver. Sabe quando parar mas não para até ELA desejar. Ela manda na sua própria vida mas deixa você escolher o cardápio do dia. Quando você diz que não gostou da roupa dela, ela lamenta e vai assim mesmo. Sua opinião, suas escolhas, seu jeito – não tente mudar. Sabe fazer lasanha, ponto-cruz e dengo. Alguns dias prefere champagne e música alta, outros prefere pizza e cobertor. Ela é uma surpresa, ela adora surpresas. É o tipo que diz preferir dar presentes do que receber, mas seu coração sempre se derrete com aquele laço vermelho na sacola da sua loja predileta. Adora jóias mas dá um imenso valor pra aquela flor que você fez com o guardanapo do restaurante ou aquela rosa que você comprou do tiozinho enquanto ela ia ao banheiro.

Todo mundo nota que ela é especial. Ele não nota, ele nunca notou. Ela sempre esteve lá. Mas até quando?

(http://verdadefeminina.wordpress.com/)

Tuesday, August 24

"I've done a lot of thinking lately...


...The thinking that only occurs when you're pressed between bedsheets and the clock is staring back at you in bright red 3am's and your mind is playing a constant loop of memories you'd rather forget.

Let's face it: My love life is pretty much a giant shit show. I've had my heart ripped out of my chest one too many times at the young age of 19. It's a mix of youthful idealism and hope and a desperate desire to believe in someone against all odds. It's the lure of breathing in a familiar smell while tucked in the arms of someone you've silently loved for years, even though better judgment says he'll hurt you again.

I know that life is not a romantic comedy, but I guess I've still kind of fallen into the idea that maybe sometimes things are meant to be. I've learned a few things though. I constantly see couples breaking up, talking shit and then getting back together - an ebb and flow that they come to accept as normal. I guess on a grand scale I'm guilty of this, but recent events have taught me a very important lesson: the person who is really great for you, the person who brings out the best in you, your partner in crime? That person is not going to second guess your relationship until it's lost all meaning. That person is not going to rip your heart out of your chest even one time, and he certainly won't do it twice. And that person shouldn't make you an option, because in love you deserve to be a priority.

I might still fall silent when I stumble across old pictures. I might stay up until early morning hours to avoid thinking myself to death while trying to fall asleep. And, yeah, I might still ache to hear a confession of remorse.

But I'm not going to waste my time on someone who isn't great for me. Settling for familiarity is bullshit. As hard as it is, I'm going to move on. One day, I'll find someone capable of keeping my heart safe when I hand over the key and say, "Hey, don't fuck this up."

Always,
Jessie"

(Le Love)

Sunday, August 15

O acaso do acaso

Ele acordou no horário. Às 7 da manhã seu despertador tocou, como sempre, e ele acordou. Pensou no enorme sentimento de solidão em que se encontrava. Aquilo realmente o incomodava todas as manhãs. Mas também pensou que não adiantava ficar pensando naquilo, e iniciou sua rotina matinal: Lavou o rosto, escovou os dentes, enfim, fez todas essas coisas que todos fazem pela manhã. Tomou café-da-manhã com café, um sanduíche e uma fatia de bolo. Depois tomou um banho e se arrumou. Finalmente estava pronto para a aula.
Seu professor do primeiro período era um chato, irritado como se não tivesse mulher. Por isso, para não se atrasar nem um minuto e entrar na aula as oito em ponto, ele tinha calculado o tempo exato que demorava para se arrumar e comer, além do percurso de ônibus da parada principal, que era perto de sua casa, até a parada final, obviamente onde era sua aula.
Era rotina. Como previsto, às 7h20 ele entrou no ônibus. Isso também era rotina. Pegando esse ônibus ele corria menos riscos de se atrasar, além de poder viajar sentado. Sentou na frente, em um banco dos idosos. E passou a pensar, novamente, no enorme sentimento de solidão em que se encontrava. Apesar de o ônibus estar lotado. Rotina.
Agora eram 7h35. O ônibus parava em outra parada qualquer e aquela que seria a mulher da sua vida se aproximava.
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Ela acordou atrasada, como sempre. Às 7h20, deu um pulo da cama, pois seu relógio biológico sabia que algo estava errado. Ficou com de si mesma, pois mais uma vez desligou o despertador ao invés de ativar a função soneca.
Mal jogou uma água no rosto, mal escovou os dentes, mal fez todas as coisas que todos fazem pela manhã. Foi para a cozinha tomar um rápido copo de leite com chocolate. Enquanto tomava o leite, pensou no enorme sentimento de solidão em que se encontrava. Aquilo realmente a incomodava todas as manhãs, mesmo quando estava atrasada. Então saiu correndo para pegar o primeiro ônibus que fosse em direção à faculdade.
Normalmente ela entraria no ônibus que passa ao lado de sua casa, às 7h20. Normalmente ela não tinha tanta pressa. Normalmente ela não saia correndo eufórica atrás do primeiro ônibus que passasse, mas dessa vez ela tinha prova e não poderia se atrasar. Chegou na parada 7h30 e perdeu o ônibus que passava. Já que tinha que esperar pelo próximo, andou até outra parada, pensando, novamente, no enorme sentimento de solidão em que se encontrava.
Agora eram 7h35. A porta do ônibus abriu-se à sua frente e ela se aproximava daquele que seria o homem da sua vida.
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E se ela não tivesse desligado o despertador?
E se ela não tivesse prova?
E se ela não tivesse perdido o ônibus das 7h30?
E se ela não tivesse caminhado até a outra parada?
E se o professor dele não fosse chato em relação aos atrasos dos alunos?
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Só havia um único banco vazio em todo o ônibus. Era vermelho e não havia nenhum idoso. Faltou pouco, muito pouco para ela sentar lá. Ele até encolheu suas pernas ao notar alguém se aproximando, mas a cidadania dela falou mais alto e ela desistiu. Deu um sorrisinho de agradecimento ao menino que recolheu as pernas e parou na direção contrária. Ficou em pé, perto da roleta, pois desceria antes do ponto final.
Ele tentou retribuir o sorriso, mas ela já estava de costas. Desistiu e voltou a esticar as pernas. Ela foi pro fundo do ônibus. Ele cochilou.
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Ainda bem que, por um acaso, o professor dele descobriu que sua mulher dormia com seu amigo e teve um treco.
Ainda bem que, por um acaso, sobrou para ele levar o professor no ambulatório da faculdade.
Ainda bem que, por um acaso, esse ambulatório era do lado da sala de aula dela.
Ainda bem que, por um acaso, o professor dela se atrasou.
Ainda bem que, por um acaso, ela ficou na frente da sala estudando para a prova.
Ainda bem que, por um acaso, eles se olharam e se reconheceram.

Friday, July 30

Buscando sentido

Está frio. Talvez o tempo não esteja tão frio quanto o frio que eu estou sentindo. Mas está frio. Aqui é gelado. Tem um edredon e três cobertores sobre meu corpo, mas tudo que eu sinto é o vento gelado que passa na direção do meu rosto. Sempre durmo sentindo o gelado no rosto. Sempre.

Tudo é sempre igual por aqui. As conversas se repetem, os sons se repetem, os cheiros se repetem, as ações se repetem, as pessoas se repetem, os sentimentos se repetem. As cores, as coisas, a comida, os livros, as ideias. Tudo é sempre severamente igual. O mesmo marasmo da vida de todo dia.

Estranho pensar que tudo isso que sempre pareceu certo, natural, de repente não faz mais o menor sentido. É como se alguém batesse na porta, pegasse o roteiro antigo e entregasse outro. Seguirei outro roteiro agora. Procurarei o quente. Até não fazer mais sentido.

Ou talvez eu jogue o roteiro fora. E procure algo diferente. Algo que não faça sentido nenhum. Nunca.

Thursday, June 24

CAMPANHA: Adote um Troll

Mais informações no vídeo abaixo:



Faça a sua parte. Eu já fiz a minha! (e muito provavelmente o meu querido Troll carente virá aqui usando o nome "Anônimo"(porque ele é muito fiel) e irá comentar falando alguma idiotice. Ou então ele irá no meu formspring fazer perguntar idiotas.)

Os Trolls precisam de carinho e atenção, adote já o seu!

Um beijo pro meu Troll querido. :)

Wednesday, June 2

"Love is something wonderful, so they say...

And I've trusted them, until right now.

How come I haven't experienced what everyone's talking about? "It comes when it comes," my very-much-in-love-friend said with a smile. "I didn't search for it, it came to me." She flashed another smile. Those two sentences felt like a knife through my chest. So, I'm just supposed to wait? I don't want to wait no more. I've been waiting and searching for almost 19 long years. I want to be able to feel, touch and taste the "love" that is supposed to be out there. Because love, that is what I've answered when people ask what I think life is all about. But now I don't know anymore. Because I can't keep hoping, waiting and praying for it to appear forever. Because then I will die without having to experience life, since the whole meaning with life is just that- love. It hurts for me to realise that love is all around me but somehow I'm not even allowed to have a tiny, small piece.

Should I give up on love, or die trying?" (Le Love)

Tuesday, June 1

http://www.youtube.com/watch?v=D2-x9GzURu8

Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem.
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem.
Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual...
Tenho vivido um dia por semana. Acaba a grana, mês ainda tem.
Sem passado nem futuro, eu vivo um dia de cada vez.
Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Se eu soubesse antes o que sei agora, iria embora antes do final...
Surfando karmas e DNA... Eu não quero ter o que eu não tenho. Não tenho medo de errar!
Surfando karmas e DNA... Não quero ser o que eu não sou. Eu não sou maior que o mar...
Na falta do que fazer, inventei a minha liberdade!

(Humberto Gessinger)

Monday, May 31

"Isn't it ironic? Don't you think?"

A festa não estava boa, apesar de todos os planos que a gente tinha feito. A música também não nos fez melhorar o humor. No lugar onde a gente estava, foi difícil encontrar algum garoto que se destacasse. Esse tem cara de velho, aquele está bêbado demais, o outro é feio demais, aquele fuma feito uma chaminé... Aquele ali... OPA! OPA! VOLTA! Aquele ali é perfeito. Até que enfim uma pessoa decente naquela festa!

Ele preenchia todos os padrões, tinha todas as características do "meu homem ideal". Mas quem era aquele garoto que eu nunca tinha visto antes? Amigo da amiga do melhor amigo da prima de uma colega minha. Xiiiiii... Hum... Mas como que eu vou falar com ele, se nem conhecido ele é?

Quatro horas da manhã. A festa estava tão ruim e eu tinha bebido tanto que já estava morrendo de sono. E ele continuava ali, fora de alcance. Tão perto e tão longe. De repente ele foi ao bar comprar uma cerveja e parou do meu lado. Na hora, eu agradeci a Deus ou a qualquer força superior, porque havia um interesse totalmente não correspondido dele para com a minha pessoa até aquele momento. Isso, ainda bem que eu tive a idéia brilhante de não arrastar o pé do bar!

Eu sorri. E devo ter ficado vermelha... rosa... roxa! Porque geralmente a vergonha toma conta de mim. Tá, mas e agora? O que eu falo? Nem precisei pensar muito. Um segundo depois ele me olhou e disse: “Oi” e então a gente engatou uma conversa. Conversamos sobre tudo. Desde faculdade até cor preferida. E era impressionante, ele era a minha versão masculina...

“-Eu odeio cigarro." “-Eu também!”
"-Eu acredito em horóscopo" “-Eu também. Acredito muito.”
"-Odeio ter que ver casais felizes quando eu estou sozinho" “-Eu também!”
“-Eu adoro filmes de comédia romântica.” “-Eu também!”
“-Minha cor preferida é verde” “-A minha tambééééééééém.”
“-Eu adoro Inglês e sou fluente” “-EU TAMBÉM! Meu Deus! Meu Deeeeeus! Ele é perfeito!”

Onde é que ele estava escondido a minha vida toda que até agora eu não tinha achado? Ele era totalmente feito pra mim. Totalmente mesmo. O meu número. Impossível acreditar, mas era verdade!

Mas, bem, como a Senhora Lady Murphy me ama e tudo o que é bom dura pouco. No meu caso, pouquíssimo, ele olhou pra mim e disse:

“-Eu gosto de homem.” “-Eu também! O QUE? HOMEM?”

Estava tudo perfeito demais pra ser verdade. Ele continua sendo o meu número, a minha versão masculina, quer dizer, nem tão masculina assim... Ele era gay* e na verdade estava falando comigo pra saber se o meu amigo era também. Bem, meu amigo não era e ficamos ambos sozinhos naquela noite...

*Não tenho nada contra os gays, viu? Os adoro! Mas, pô, logo aquele garoto que era perfeito pra mim?

"It's like meeting the man of your dreams and then meeting his beautiful husband. Isn't it ironic? Don't you think?" (Alanis Morissette)

(qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

Sunday, May 23

pra entender

basta (...)
uma caminhada
por qualquer caminho
um carinho qualquer
basta ver o que não se enxerga
e só se enxerga
nos olhos de uma mulher
basta olhar pro que acontece
esteja onde estiver

pra entender, nada disso é tudo
tudo isso é fundamental

pra entender
basta a cara e a coragem
a cor, o corpo, o coração

uma canção da banda preferida
uma descida ao porão
seis pilhas pro meu rádio
seis minutos pra canção
basta olhar pro o que acontece
aconteça o que acontecer

pra entender, nada disso é tudo
tudo isso é fundamental

pra entender
basta uma noite de insônia
um sonho que não tem fim
um filme sem muita graça
uma praça sem muito sol
seis cordas pra guitarra
seis sentidos na mesma direção
seiscentos anos de estudo
ou seis segundos de atenção

pra entender, nada disso é tudo
tudo isso é fundamental


(Humberto Gessinger)