Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho aonde eu vou.
As vezes ando só, trocando passos com a solidão. Momentos que são meus e que não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora.
Escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora.
Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você.
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam o tempo exato pra falar... Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir.
Pra rua me levar - Ana Carolina (trilha sonora do filme Divã)
Saturday, January 9
Monday, January 4
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
(Carlos Drummond de Andrade)
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
(Carlos Drummond de Andrade)
Chegadas e Partidas
"Eu sou um aeroporto.
Na verdade, todos nós. Que outro lugar, senão um aeroporto, condensa sob o mesmo teto a alegria do encontro e a tristeza da despedida? Vejo pedaços de mim acima das nuvens, em logradouros distantes, em cidades inóspitas. Recebo, também, de todo lugar, pedaços do mundo que, como ímãs, aplicam-se sobre a minha pele e lá ficam para a posteridade, exibidos por onde passo.
Alguns têm a pista embrenhada entre matas, encoberta por nuvens de chuva, radares desligados ou intencionalmente sabotados. Tem gente que tem medo de avião.
Por medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar. São aeroportos fechados. No entanto, a gente só percebe o calor do abraço quando sente a dor de respirar o ar frio da solidão. Você brada aos céus toda sorte de impropérios, mas não percebe que vôo nenhum te encontra no radar.
Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida. Meus olhos estão virados pro futuro, focados na estrada que se prostra à minha frente. Encontro em mim, com igual facilidade, motivos para persistência ou para desistência. E continuar pra quê? Continuo com a força do que levo pra vida. O saldo positivo disso tudo é a quantidade de aviões que acolho em meus hangares. Pedaços de histórias que conto pra mim mesmo todo dia, enquanto ergo um tímido sorriso quase que instantâneo de realização.
E você, aeroporto em greve, tá esperando o quê, olhando pra cima?
(Avião não pousa em aeroporto fechado)."
Fonte: http://romanceemapuros.wordpress.com/
Na verdade, todos nós. Que outro lugar, senão um aeroporto, condensa sob o mesmo teto a alegria do encontro e a tristeza da despedida? Vejo pedaços de mim acima das nuvens, em logradouros distantes, em cidades inóspitas. Recebo, também, de todo lugar, pedaços do mundo que, como ímãs, aplicam-se sobre a minha pele e lá ficam para a posteridade, exibidos por onde passo.
Alguns têm a pista embrenhada entre matas, encoberta por nuvens de chuva, radares desligados ou intencionalmente sabotados. Tem gente que tem medo de avião.
Por medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar. São aeroportos fechados. No entanto, a gente só percebe o calor do abraço quando sente a dor de respirar o ar frio da solidão. Você brada aos céus toda sorte de impropérios, mas não percebe que vôo nenhum te encontra no radar.
Eu sou um aeroporto. Chegadas e partidas são a única certeza na minha vida. Meus olhos estão virados pro futuro, focados na estrada que se prostra à minha frente. Encontro em mim, com igual facilidade, motivos para persistência ou para desistência. E continuar pra quê? Continuo com a força do que levo pra vida. O saldo positivo disso tudo é a quantidade de aviões que acolho em meus hangares. Pedaços de histórias que conto pra mim mesmo todo dia, enquanto ergo um tímido sorriso quase que instantâneo de realização.
E você, aeroporto em greve, tá esperando o quê, olhando pra cima?
(Avião não pousa em aeroporto fechado)."
Fonte: http://romanceemapuros.wordpress.com/
Saturday, January 2
minha versão*
Quem sou eu?? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou primavera, disparado. E ligeiramente outono. Estações transitórias.
Sou Shakira. Sou Madonna. Sou Katy Perry. Sou Martha Medeiros. Sou Beatles. Sou Humberto Gessinger. Sou The Corrs.
Sou pães, queijos e ketchup, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou cidade.
Sou balas de gelatina. Sou café. Sou churrasco. Sou bauru. Sou batata frita. Sou limão com leite condensado. Sou lasanha. Sou pizza de quatro queijos. Da salada, sou o tomate.
Sou livros. Música. Revistas. Sou livros de auto-ajuda. Guias. Sou crônicas. Sou Internet. Blogs. Já fui muito tevê, hoje sou só seriados. Windows Media Player. Rock. Pop. Sou dança. Cinema. Teatro.
Sou verde. Roxo. Vermelho. Sou colorada. Sou cabelo cacheado. Sou vestidos. Sapatos. Sou balaio de saldos. Sou ar-condicionado. Sou carro. Sou à pé.
Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou quadros. Sou cama. Sou banho quente. Perfumes. Maquiagem. Sou festas. Ar livre. Sou sol. Sou lua. Sou passeios à noite. Sou Estados Unidos. Cassino. Porto Alegre.
Sou mais cama que mesa, mais noite que dia, mais fruta que flor, mais doce que salgado, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte vermelho. Rosa. Sou inconstante. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
*Escrito por Martha Medeiros e livremente modificado por mim.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou primavera, disparado. E ligeiramente outono. Estações transitórias.
Sou Shakira. Sou Madonna. Sou Katy Perry. Sou Martha Medeiros. Sou Beatles. Sou Humberto Gessinger. Sou The Corrs.
Sou pães, queijos e ketchup, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou cidade.
Sou balas de gelatina. Sou café. Sou churrasco. Sou bauru. Sou batata frita. Sou limão com leite condensado. Sou lasanha. Sou pizza de quatro queijos. Da salada, sou o tomate.
Sou livros. Música. Revistas. Sou livros de auto-ajuda. Guias. Sou crônicas. Sou Internet. Blogs. Já fui muito tevê, hoje sou só seriados. Windows Media Player. Rock. Pop. Sou dança. Cinema. Teatro.
Sou verde. Roxo. Vermelho. Sou colorada. Sou cabelo cacheado. Sou vestidos. Sapatos. Sou balaio de saldos. Sou ar-condicionado. Sou carro. Sou à pé.
Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou quadros. Sou cama. Sou banho quente. Perfumes. Maquiagem. Sou festas. Ar livre. Sou sol. Sou lua. Sou passeios à noite. Sou Estados Unidos. Cassino. Porto Alegre.
Sou mais cama que mesa, mais noite que dia, mais fruta que flor, mais doce que salgado, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte vermelho. Rosa. Sou inconstante. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
*Escrito por Martha Medeiros e livremente modificado por mim.
I don't wanna be the girl who laughs the loudest or the girl who never wants to be alone. I don't wanna be there callin' at 4 o'clock in the morning, 'cause I'm the only one you know in the world that won't be home.
Aahh, the sun is blinding. I stayed up again. Oohh, I am finding that that's not the way I want my story to end.
I'm safe, up high nothing can touch me, but why do I feel this party's over?
No pain inside, you're my protection. So how do I feel this good sober?
I don't wanna be the girl that has to fill the silence. The quiet scares me 'cause it screams the truth. Please don't tell me that we had that conversation. I won't remember, save your breath, 'cos what's the (use)?
Aahh, night is calling and it whispers to me softly come and play... Aahh, I am falling and if I let myself go I'm the only one to blame!
I'm safe, up high nothing can touch me. Why do I feel this party's over? No pain inside, you're like perfection. How do I feel this good sober?
Coming down, coming down, coming down. Spinning 'round, spinning 'round, spinning 'round. I'm looking for myself sober.
When it's good, then it's good, it's so good till it goes bad, 'till you're trying to find the you that you once had. I have heard myself cry 'never again' broken down in agony just trying to find a fit.
I'm safe, up high nothing can touch me. Why do I feel this party's over? No pain inside, you're like perfection. How do I feel this good sober?
Sober - Pink vídeo
Aahh, the sun is blinding. I stayed up again. Oohh, I am finding that that's not the way I want my story to end.
I'm safe, up high nothing can touch me, but why do I feel this party's over?
No pain inside, you're my protection. So how do I feel this good sober?
I don't wanna be the girl that has to fill the silence. The quiet scares me 'cause it screams the truth. Please don't tell me that we had that conversation. I won't remember, save your breath, 'cos what's the (use)?
Aahh, night is calling and it whispers to me softly come and play... Aahh, I am falling and if I let myself go I'm the only one to blame!
I'm safe, up high nothing can touch me. Why do I feel this party's over? No pain inside, you're like perfection. How do I feel this good sober?
Coming down, coming down, coming down. Spinning 'round, spinning 'round, spinning 'round. I'm looking for myself sober.
When it's good, then it's good, it's so good till it goes bad, 'till you're trying to find the you that you once had. I have heard myself cry 'never again' broken down in agony just trying to find a fit.
I'm safe, up high nothing can touch me. Why do I feel this party's over? No pain inside, you're like perfection. How do I feel this good sober?
Sober - Pink vídeo
Friday, January 1
Resoluções de (um péssimo) ano novo

Depois de apostar todas as suas fichas em um ano que já começou ridículo, parece que não te resta mais nada, nem uma esperança. Nada mais importa quando não se tem mais o que perder. O que você faz? CHORA.
Chorar faz bem, lava a alma, purifica. Porém, depois de chorar por um dia inteiro, você sente dor em todo o corpo, cada órgão, membro e até mesmo fio de cabelo. Você sente o seu corpo seco, como se nem toda a água do mundo fosse saciar a sua sede, a sua tristeza. O que você faz? LEVANTA.
Depois de levantar e ver que nem tudo é tão difícil e complicado, que às vezes é você mesmo quem complica as situações, dificulta a sua própria vida. O que você faz? RECUPERA AS ESPERANÇAS.
Você recupera as esperanças, pois se não tiver nem isso, está ferrado.
Não é por que o 1º dia de um ano novo foi perdido que a vida acabou. Ainda existem 364 dias pra recuperar essas 24 horas. Você não tem que apostar as fichas em um ano, é só uma data. O ano acaba para começar tudo de novo, mas a vida continua sendo a mesma.
As suas fichas tem que ser apostadas em você, nada importa, ninguém importa, apenas você importa no mundo todo. E se não perceber isso nunca, então ninguém poderá te amar. NUNCA, nem um dia, nem uma semana, nem um mês, muito menos um ano. NADA nem NIGUÉM IMPORTAM, além de VOCÊ.
Wednesday, December 23
Relato de uma ex-loira
Fiquei loira depois que terminei um relacionamento típico de novela mexicana(...). Eram muitas mudanças. Talvez por isso, senti aquela louca vontade de mudar a aparência. Como morro de medo de cortar os cabelos (não conte a ninguém!) eu fiz umas mechinhas que me deixaram loira.
Apesar da pele e cabelos claros, não me reconheci no espelho quando me vi pela primeira vez com aquelas luzes na cabeça! (...)fui convencida a ficar com o novo look por um tempo. Claro que me acostumei! E gostei tanto que segui loira. Até (...) quando tive um novo surto, fui ao salão e escureci meus cabelos.
Dessa vez não me assustei. Aliás, no primeiro dia estava me sentindo a Alzira e seria capaz de dançar pole dance e tudo, se eu tivesse um Juvenal mais novo que o Antônio Fagundes, claro! Como não tinha, fui desfilar minhas novas madeixas noite afora, não só para testar a reação dos amigos, mas para ver se realmente as loiras fazem mais sucesso que as morenas.
Foi difícil me arrumar. Achava que minhas roupas não combinavam com a cor dos meus cabelos e que meu batom cor de boca não realçava minha pele. Confesso que não sou do tipo que anda com maquiagem na bolsa e só sai de casa com batom, mas com meus olhos verdes reluzindo feito faróis precisavam de menos destaque. Coisa de mulherzinha. E não vou perder mais tempo explicando, porque quem é mulher entende bem e quem é homem nunca vai entender! Achei um vestido e um batom que combinassem com o cabelo e lá fui eu.
Se os homens preferem as loiras eu não sei precisar, mas sei que as cantadas que passei a receber são com-ple-ta-men-te diferentes da que recebia com as mechas oxigenadas. Confesso que isso me deixa mais encabulada ainda quanto ao raciocínio masculino, pois embora continue a mesma, passei a ser linda ao invés de gostosa.
As cantadas passaram a ser mais sutis e românticas. Elogiam meus olhos. Mandam bilhetes. Pode ter sido só uma questão de sorte, admito, mas até agora não escutei nenhuma daquelas cantadas chulas, nojentas e deprimentes que alguns homo sapiens babaquis costumam dizer quando passam uma mulher na rua. Se continuam dizendo, eu não estou ouvindo. Não dizem que pequenas mudanças transformam as pessoas? Vai ver a tinta atingiu os tímpanos e fiquei um pouco surda! Estou aberta (ops!) a todo tipo de interpretação. Inclusive, a de que fiquei horrorosa morena e que só me chamam de linda na ausência de uma loiraça belzebu para darem uma cantada.
Uma amiga que nem viu meu novo cabelo chegou a dizer que independente da coloração, minha alma é de paquita. Com medo de saber o que isso significa, nem perguntei. Mas a maioria que viu, aprovou. O que não tem muita importância, já que eu, a dona da cabeleira castanhíssima, estou me sentindo. Não sei por quanto tempo, já que tenho sonhado que lavo os cabelos e a cor luz de sol volta a aparecer.
Por não fazer mais parte do time das descoloridas, preciso desabafar: essa mania de achar que toda loira é fútil, burra e fácil, que de certa maneira, se reproduz até nas investidas que os homens se atrevem a dar, é ridículo. Claro que não mudei a cor dos cabelos por causa disso. Para ser sincera, até poucos dias atrás, eu achava que todas as cantadas eram iguais! Agora, tingida, eu vejo que no imaginário masculino todas as loiras são Marilyn Moores, Madonnas ou sonham em dançar no tchan.
Desse conhecimento empírico, tirei uma lição importante: se quer um comportamento diferente do homem, mude sua cabeça. Não entenda tudo errado! Não estou mandando ninguém raspar os cabelos para que o homem veja sua beleza interior, fique morena do dia para noite para ser considerada mais inteligente (ou menos burra!), ou passe a descolorir os cabelos para ser considerada sexy. Ou estou, se acha que irá se sentir bem com você mesma. Estou sugerindo, isso sim, mudar a cor da sua cabeça e não os cabelos que estão em cima dela. Os homens e suas cantadas, assim, como a vida, têm a cor que a gente pinta.
Por Idiotilde no livro "Mulé é um bicho burro mermo".
Tuesday, December 15
Um pouco de Vinicius
O verbo no infinito
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer,
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
O início da obra de Vinicius de Moraes segue uma aliança com o Neo-Simbolismo, o qual traz uma renovação católica da década de 30, além de uma reformulação do lado espiritual humano. Vários poemas do autor enquadram-se nesta fase de temática bíblica. Porém, com o passar dos anos, as poesias foram focando um erotismo que passava a entrar em contradição com a sua formação religiosa.
Após essa fase de dicotomia entre prazer da carne e princípios cristãos, infelicidade e felicidade, Vinicius de Moraes partiu para uma segunda fase poética: a temática social e a visão de amor do poeta. Há diferenças na estrutura da primeira fase poética do escritor em relação à segunda: a mudança dos versos longos e melancólicos para uma linguagem mais objetiva e coloquial.
É um dos fundadores do movimento revolucionário na música brasileira, chamado de “Bossa Nova”, juntamente com Tom Jobim e João Gilberto. Com essa nova empreitada no mundo da música, Vinicius de Moraes abandonou a diplomacia e se tornou músico, compôs diversas letras e viajou através das excursões musicais. Durante esse período viveu intensamente os altos e baixos da vida boêmia, além de vários casamentos.
Vinicius de Moraes foi um poeta que marcou a literatura e a música, e até hoje é relembrado, inclusive em nomes de avenidas, ruas, perfumes, etc.
Fui pesquisar pro trabalho de Teoria da Literatura II e apaixonei.
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer,
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...
O início da obra de Vinicius de Moraes segue uma aliança com o Neo-Simbolismo, o qual traz uma renovação católica da década de 30, além de uma reformulação do lado espiritual humano. Vários poemas do autor enquadram-se nesta fase de temática bíblica. Porém, com o passar dos anos, as poesias foram focando um erotismo que passava a entrar em contradição com a sua formação religiosa.
Após essa fase de dicotomia entre prazer da carne e princípios cristãos, infelicidade e felicidade, Vinicius de Moraes partiu para uma segunda fase poética: a temática social e a visão de amor do poeta. Há diferenças na estrutura da primeira fase poética do escritor em relação à segunda: a mudança dos versos longos e melancólicos para uma linguagem mais objetiva e coloquial.
É um dos fundadores do movimento revolucionário na música brasileira, chamado de “Bossa Nova”, juntamente com Tom Jobim e João Gilberto. Com essa nova empreitada no mundo da música, Vinicius de Moraes abandonou a diplomacia e se tornou músico, compôs diversas letras e viajou através das excursões musicais. Durante esse período viveu intensamente os altos e baixos da vida boêmia, além de vários casamentos.
Vinicius de Moraes foi um poeta que marcou a literatura e a música, e até hoje é relembrado, inclusive em nomes de avenidas, ruas, perfumes, etc.
Fui pesquisar pro trabalho de Teoria da Literatura II e apaixonei.
Friday, December 4
PROMOÇÃO: Renove sua estante!
Você concorre a 10 livros, os maiores lançamentos do ano!
É só ir nesse site: http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/65084 cadastrar e torcer!
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